Memória

A jardineira e o trem: a curva da morte

Um breve relato sobre um dos maiores acidentes ocorridos em Adamantina.

Tiago Rafael Colunista
Tiago Rafael
Em 12 de fevereiro de 1954, especificamente às 15 horas, o veículo da Empresa Viação Nova Paulista Ltda, que realizava o trajeto circular entre Adamantina e Lucélia, acabou colidindo lateralmente com o trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF), na curva próxima ao atual Jardim dos Poetas (Arquivo Histórico Municipal de Adamantina). . Atentemos ao fato de que na época, tal passagem se Em 12 de fevereiro de 1954, especificamente às 15 horas, o veículo da Empresa Viação Nova Paulista Ltda, que realizava o trajeto circular entre Adamantina e Lucélia, acabou colidindo lateralmente com o trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF), na curva próxima ao atual Jardim dos Poetas (Arquivo Histórico Municipal de Adamantina). . Atentemos ao fato de que na época, tal passagem se

“A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que constrói, tudo o que toca, pode e deve fornecer informações sobre eles.”
Marc Bloch

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Nos últimos dias vimos a crescente onda de acidentes automobilísticos ocorridos nas rodovias e estradas da região, mas o que poucos sabem é que poucos anos após a sua emancipação político-administrativa a “terrinha” presenciou um de seus piores desastres, que envolveu uma “jardineira” (ônibus) e um trem.

Em 12 de fevereiro de 1954, especificamente às 15 horas, o veículo da Empresa Viação Nova Paulista Ltda, que realizava o trajeto circular entre Adamantina e Lucélia, acabou colidindo lateralmente com o trem da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CPEF), na curva próxima ao atual Jardim dos Poetas. Atentemos ao fato de que na época, tal passagem se realizava em nível, não possuindo o atual pontilhão.

Segundo relatos da época, a jardineira “afogou” em cima da linha férrea e o motorista Sr. Pedro Lopes infelizmente não conseguiu religá-la. Com a colisão, o tanque de combustíveis explodiu, devido às faíscas provocadas, incendiando o veículo. Das 35 pessoas transportadas, 29 delas vieram a óbito no local e 1 veio a falecer posteriormente no hospital.

Segundo alguns moradores que presenciaram a retirada das pessoas do local, as cenas eram as mais terríveis possíveis. Diante disso, os moradores de ambas as cidades, passaram a denominar tal localidade de “curva da morte”.

No mesmo, ano foram desapropriadas áreas para a construção de um viaduto ligando as cidades de Adamantina e Lucélia. No entanto, a conclusão da referida obra só foi concluída 13 anos mais tarde.

Enfim, como já mencionado aqui ou acolá, os diferentes lugares acabam recebendo as mais diversas denominações por este ou aquele episódio que possa ter ocorrido, seja ele bom ou ruim. A nós, ficam apenas lembranças ou os relatos de momentos que infelizmente marcaram a história da terrinha.

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

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