Memória

Adamantina: Passam-se os anos, mudam-se as paisagens

Um breve relato sobre as mudanças no espaço urbano de Adamantina.

Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental Colunista
Tiago Rafael | Professor, historiador e gestor ambiental
Avenida Rio Branco (Arquivo). Avenida Rio Branco (Arquivo).

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

muda-se o ser, muda-se a confiança;

todo o Mundo é composto de mudança,

tomando sempre novas qualidades."

Luiz Vaz de Camões

* * *

Nos últimos dias, em minhas andanças pela terrinha, acabei observando como tudo está relativamente voltando a normalidade. Deve-se ressaltar que grande parte da população já está devidamente com a 1ª dose no braço, ou seja, cerca de 25.000 pessoas. Do mesmo modo, vale destacar que mais da metade destes já completaram o ciclo vacinal com a 2ª dose.

Ainda assim, estamos um pouco longe do fim dessa pandemia, e todo cuidado é pouco. Mas toda essa normalidade, ou devo dizer “novo normal”, me fez refletir o que, como e quanto já vivenciamos em meio a tudo isso (não está sendo fácil para ninguém!). No entanto, deixemos a pandemia de lado, ao menos texto, e vamos falar um pouco da história da terrinha, e claro de seus “causos” pitorescos.

Recentemente vimos pelas diferentes mídias os anúncios de revitalizações de alguns espaços públicos. É interessante notar que, ao longo do tempo inúmeras foram as alterações do espaço urbano da terrinha. Em imagens das décadas de 1950 e 1960, é possível contatar as diferenças.

E assim, é interessante notar como vieram com o tempo, os calçamentos de paralelepípedos, o asfalto, os postes e a iluminação, o pontilhão e passarelas, as praças e suas diferentes reformas, os acessos à cidade, os próprios prédios públicos, etc. 

Do mesmo modo, também vale destacar como emergiram “bairros” em seu entorno. Muitos deles atualmente ocupando áreas que num passado não tão distante, ocupavam diferentes lavouras e/ou pastagens, quando não eram a vegetação original daqui. E com eles, diferentes logradouros, ligando áreas, até então isoladas, a este ou aquele bairro. 

Assim, ao compararmos as mudanças espaço-temporais, vale destacar que tudo é e foi feito em nome da “modernidade”, do “progresso” e claro, das relações de poder deste ou daquele personagem, numa ou noutra ocasião. Mas isso, já é assunto para outro texto e em outro momento, por aqui apenas cabe trazer uma singela reflexão acerca dessas mudanças.

Tiago Rafael dos Santos Alves

Historiador – 0000486/SP

Mestrando em Geografia pela FCT/UNESP

Membro correspondente da ACL e AMLJF

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