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Contos do vigário (I): A máquina de fabricar dinheiro

15:34

A curioso caso da venda de uma máquina de fabricar dinheiro em Adamantina

Por: Tiago Rafael dos Santos Alves | Historiador

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Contos do vigário (I): A máquina de fabricar dinheiro

A expressão “cair no conto do vigário”, pode ser entendida como, sinônimo de ter sido enganado por alguém que levou vantagem alheia. Há diversas histórias de pessoas que foram enganadas nas mais diversas situações: bilhetes premiados, venda de propriedades falsas, produtos inferiores ao que fora divulgado, etc.

Em Adamantina, em meados do ano de 1951, um fato bem inusitado ocorreu. Duas pessoas acabaram adquirindo uma tal “máquina de fabricar dinheiro”. Segundo relatos da época, um comerciante italiano e um espanhol, desembolsaram o equivalente a 306 mil cruzeiros na compra do equipamento.

Fiquei me perguntando qual seria o valor desembolsado na época. No mesmo período, o salário mínimo era de cerca de 1200 cruzeiros, portanto o valor desembolsado equivaleria a exatamente 255 salários mínimos naqueles dias.

Mas, como funcionava a bendita máquina? Devemos nos atentar que na década de 1950, estava em vigor a primeira família do Cruzeiro e as cédulas de mil cruzeiros possuíam duas estampas. A 1ª estampa era de verde azulado e a 2ª estampa era de uma cor alaranjada, ambas com a efígie de Pedro Álvares Cabral.

Pois bem, o tal falsário com o auxílio de um suposto técnico, que se dizia general do exército, fizeram uma demonstração e “fabricaram” uma nota de mil cruzeiros, que após consulta bancária, constataram ser verdadeira.

O equipamento era similar a uma caixa de engraxate, de madeira e com dobradiças, no seu interior possuía um cliché tipográfico de uma nota de mil cruzeiros, que seria untado com tinta preta para fabricação da nota.

Segundo os falsários, o valor arrecadado seria colocado na máquina, para que as notas recém-fabricadas recebessem a coloração alaranjada das notas verdadeiras. Todo esse processo duraria cerca de 24 horas.

No dia seguinte quando abriram o cadeado da máquina, encontraram de fato 1000 notas impressas na cor preta e com o mesmo número de série. Percebendo o golpe, os dois comerciantes logo procuraram a Delegacia de Polícia para registrarem o Boletim de Ocorrências do mesmo. Infelizmente o valor nunca foi recuperado e os falsários nunca mais vistos. Mas, ficam os exemplos de que, “quando a esmola é demais, o santo desconfia. ”

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil. 

 

 
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