Cidades

Construtora se posiciona após problemas em casas populares do Itamarati

Construtora aponta obras de drenagens não finalizadas pela Prefeitura.

Por: Da Redação atualizado: 28 de janeiro de 2021 | 13h39
Conjunto Murilo Jaccoud, ao lado do Parque Itamarti, em Adamantina, apresenta problemas após chuvas deste mês (Foto: Siga Mais). Conjunto Murilo Jaccoud, ao lado do Parque Itamarti, em Adamantina, apresenta problemas após chuvas deste mês (Foto: Siga Mais).

Os problemas enfrentados neste mês de janeiro por moradores de casas populares do conjunto “Murilo Jaccoud”, ao lado do Parque Itamarati, em Adamantina, entregues há cinco meses aos mutuários, foram, um a um, esclarecidos pela ECG - Engenharia Construções e Geotecnia Eireli, que executou o empreendimento, construído a partir de parceria entre o Município, Governo Federal e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

Nas chuvas deste mês de janeiro, sobretudo dia 16, foram identificados problemas relacionados à drenagem de águas pluviais, infiltrações e a derrubada de muro de uma residência. Ao tomarem ciência do caso, os vereadores Alcio Ikeda, Rafael Pacheco e Antônio Leôncio da Silva (Bigode da Capoeira), todos do Podemos, comunicaram o ocorrido à Prefeitura de Adamantina, ao Ministério Público da Comarca local e à Gerência Executiva de Governo da Caixa Federal de Presidente Prudente, em busca de providências.

Nesta terça-feira (26) a ECG encaminhou relatório ao SIGA MAIS, onde esclarece os pontos reclamados (leia a íntegra do documento). Na correspondência, os representantes da construtora detalham os aspectos reclamados pelos moradores e relatados pelos vereadores, como infiltrações, acúmulo de água nos quintais, além da invasão de água, em uma casa, e a derrubada de muro de um imóvel do loteamento.

Em relação à insuficiência de drenagem na Rua Dirceu de Souza Pereira, nas proximidades das residências de números 82, 92 e 102, a ECG diz que a estrutura de captação de águas pluviais perto desses imóveis “são as únicas bocas de lobos que realizam a captação da água do próprio loteamento bem como a água proveniente das ruas de fora do loteamento”.

A empresa afirma que as dimensões das tubulações foram alteradas, a maior, porque o projeto original não previa a captação de águas pluviais de fora do empreendimento, vindas sobretudo do Parque Itamarati. “As dimensões das tubulações internas ao loteamento já foram alteradas do projeto inicial quando a identificação da não contemplação das contribuições externas ao loteamento. A alteração foi custeada pela ECG (equipamento e mão de obra) e pela Prefeitura Municipal (fornecimento do material), ficando sob a responsabilidade da Prefeitura Municipal a realização de bocas de lobos em pontos externo ao loteamento, bem como realizar a ligação destes pontos à rede de drenagem executada pela construtora em um ponto da Rua Dirceu de Souza, próximo à Rua Saldanha Marinho. Todo o projeto de drenagem foi executado respeitando os locais das tubulações e de todas as bocas de lobos, conforme aprovados no projeto inicial, somente alterando a dimensão das tubulações, a maior, conforme acordado com a Prefeitura Municipal”, afirma.

Sobre os relatos de infiltração em residências, o documento produzido pela ECG e enviado ao SIGA MAIS informa que “os problemas relatados no item em questão não têm nenhuma relação com as chuvas do período. Trata-se de duas residências que apresentaram problemas no reservatório do sistema de aquecedor solar e estavam sendo assistida pela ECG. Os serviços de reparo já foram executados no dia 18/01/2021, com a substituição das boias dos reservatórios nas residências da Rua Dirceu de Souza Pereira nº 122 e 192 e a troca do reservatório boiler na residência da Avenida Reinaldo Turra nº 101. Estão pendentes somente o serviço de retoques de pinturas, que serão executados assim que as paredes estiverem secas”.

Em relação às inundações dos imóveis e problemas com muros, a construtora afirma que entregou os terrenos das residências com uma leve inclinação, para que a água de chuva saísse superficialmente pela frente dos lotes e já orientou aos moradores para verificar periodicamente os pontos de erosão e realizar a correção tanto da inclinação como das erosões que vierem a surgir. “Em visita ao empreendimento, é possível verificar que já existem muros de frente, pavimentação de terrenos, colocação de britas em parte do terreno, obstruindo a passagem superficial da água da chuva, cabendo ao proprietário, a preocupação de continuar permitindo que água saia para frente do terreno”, diz.

Em algumas situações, segundo a construtora, a dificuldade de escoamento das águas, em razão das modificações que teriam sido feitas pelos moradores, no terreno, sem a captação de água pluvial dos imóveis, leva ao acúmulo no próprio quintal, causando erosões ao pé do muro e no fundo dos lotes e outros transtornos. (Continua após a publicidade...)

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Obras pluviais sob responsabilidade da Prefeitura, não finalizadas

A ECG pontua ainda a não finalização de obras de drenagem de águas pluviais, sob a responsabilidade da Prefeitura, sobretudo em razão do volume de águas provenientes das chuvas, oriundas do Parque Itamarati e de uma área verde ao lado do empreendimento. “Durante a execução da drenagem e pavimentação do conjunto habitacional, a construtora solicitou a Prefeitura Municipal para que a mesma iniciasse sua drenagem para captar a água pluvial que descarregava na área verde que fazia divisa com os lotes da Quadra D. O serviço foi iniciado porem não concluído”, afirma. “A construtora, para evitar o acumulo excessivo de água na divisa entre os lotes e a área verde, realizou por sua conta, pois não era previsto no projeto de drenagem, um ponto de captação para a água exclusivamente proveniente da chuva que cairia na área verde em questão”, completou.

Captação para água pluvial exclusivamente da área verde executada pela ECG, mesmo sem constar em projeto (Acervo ECG). 

Rede de drenagem iniciada pela Prefeitura Municipal e não finalizada (Acervo ECG).

Situação atual: ponto de descarga de água pluvial das ruas acima do loteamento. Local para a ligação da rede de drenagem iniciada pela prefeitura municipal (Acervo ECG).

Segundo a ECG, a chuva de 16 de janeiro, que acumulou 96,50 mm, causou o rompimento do muro de divisa de fundo de uma residência. “A construtora esteve no local e constatou que o rompimento do muro, ocorreu pelo acumulo de água pluvial na área verde proveniente de toda a área de contribuição superior. Foi identificado que o sistema de drenagem iniciado pela prefeitura não foi finalizado, bem como todo o terreno acima da área verde que anteriormente era arborizado, hoje se encontra parcialmente desmatado, sem calçamentos e com parte das guias destruídas”.

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