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Os logradouros públicos: memórias e identidade local

13:37

Uma análise sobre os nomes dos logradouros públicos de Adamantina.

Por: Tiago Rafael dos Santos Alves | Historiador

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Os logradouros públicos: memórias e identidade local

“A prática de nomear ruas é uma atividade menos inocente do que se costuma supor. Um olhar atento constata que esse processo é caracterizado pelo esforço de perenização da memória de personagens e fatos da história nacional ou local. ”  (DIAS, 2000, p. 103)

* * * 

Por qualquer lugar que passamos, vemos inúmeras placas, monumentos, viadutos, acessos e rodovias, com os nomes de diversas pessoas. O ato de homenagear alguém que se dedicou a alguma causa, ocorre em todos os cantos do planeta.

Em Adamantina, o ato de denominar alguns logradouros com nomes de personagens políticos, de santos, de datas importantes, ou mesmo de parentes dos ditos “pioneiros”, ocorreu desde os primeiros anos de fundação da cidade. Após alguns anos, muitos locais também tiveram seus nomes alterados e outros tantos surgem cotidianamente.

Acredito que nomes de ruas como: Dois de abril, dos Emboabas, Avenida Principal, Avenida Paulista, não figuram hoje entre os endereços conhecidos na localidade, mas um dia já nomearam algumas vias da cidade.

Atualmente alguns bairros levam nomenclaturas bem diferentes das que possuíam no passado. Em alguns mapas mais antigos da cidade, é possível ver que o atual Jardim Brasil, no passado se chamava Vila Nhuporã. A atual Vila Jamil de Lima, leva o nome de seu idealizador e loteador, se denominava Jardim Adamantina no passado. Também há o caso do Jardim Esplanada, que hoje é o Jardim Adamantina.

Mas, o mais curioso são os nomes populares que determinados locais recebem. É claro que todos conhecem o “buracão” (Parque dos Pioneiros), o pontilhão (Viaduto Roberto Antonio Romanini), a pracinha dos patos (Praça Euclydes Romanini), a praça da passarela (Praça Bazílio Colombo Marini) jardim da biblioteca (Praça Marrey Jr, atual Praça Élio Micheloni), a praça da estrela (Praça Ver. José Parrila), a praça da estação (Praça Dep. José Costa), entre outros.

Por incrível que pareça, em todos os lugares, o nome popular prevalece. É bem difícil os munícipes lembrarem do nome oficial dos logradouros, o geral, o simples, o engraçado, o curioso, o estranho, preponderam sobre este e se tornam instrumentos da memória local.

Enfim, inúmeros são os nomes que os moradores popularmente denominam algumas localidades, reforçando os aspectos de sua identidade local e suas mudanças espaço-temporais.

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

 
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