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Memória

Adamantina: A terra onde meu revólver é lei

09:20

Uma análise do primeiro filme gravado em Adamantina.

Por: Tiago Rafael dos Santos Alves | Historiador

http://www.sigamais.com/colunas/memoria/adamantina-a-terra-onde-meu-revolver-e-lei/ Adamantina: A terra onde meu revólver é lei
Adamantina: A terra onde meu revólver é lei

" Não tinha medo o tal João de Santo Cristo / Era o que todos diziam quando ele se perdeu / Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda / Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu “
(Faroeste Caboclo – Legião Urbana)

* * *

Nos últimos dias, em alguns comentários nas redes sociais acabei descobrindo que, no passado Adamantina e também em alguns bairros rurais de Flórida Paulista, já foram cenários de um filme de faroeste (ou bang-bang). Pois bem, fui procurar o tal filme, tratava-se de um longa-metragem gravado em meados da década de 1970 aqui terrinha, chamado “Na terra onde meu revólver é lei”.

Para quem pensa em assistir, continue a partir do próximo parágrafo, trecho sujeito a “spoilers”. Dirigido por Salvador do Amaral e distribuído pela Marte Filmes S/A, o longa retrata a vingança do fazendeiro Rodolfo, que ao retornar para sua casa se depara com toda sua família morta. No desenrolar da trama, pistas que levam até os responsáveis dos assassinatos vão sendo descobertas, ganhando fama de pistoleiro pela região, o protagonista Rodolfo finalmente encontra o vilão “Sabino” e finalmente sacia a sua sede de vingança.

O mais curioso disso tudo é que na época algumas pessoas não sabiam que o filme estava sendo gravado na cidade. Muitos chegaram a acreditar que algumas cenas de tiroteio e brigas eram verdadeiras, causando um verdadeiro alvoroço na terrinha. Outro ponto que também merece ser lembrado, se dá no fato de que alguns adamantinenses também chegaram a participar do filme.

“Na terra onde meu revólver é lei”, foi o título apresentado à Comissão Julgadora do Instituto de Cinema, no entanto, por interesses mercadológicos o título acabou sofrendo uma alteração, acrescentando-se a denominação “O poder do desejo”.

Em uma breve busca pelos sites de busca, é possível localizar cartazes e informações acerca do filme, infelizmente devido ao fato de ser um título de meados da década de 1970, fitas VHS nem chegaram a serem produzidas desse título.

Segundo moradores que participaram do filme, este chegou a ser exibido nos cinemas locais, no entanto nunca mais tiveram notícia do mesmo. Alguns adamantinenses chegaram a investir determinadas quantias na produção do filme, porém nunca chegaram a ter o retorno esperado.

Enfim, nos últimos anos, diversos filmes foram gravados na terrinha, entre curtas-metragens e documentários, mas “O poder do desejo (Na terra onde meu revólver é lei)” com certeza marcou a história da cidade joia . A nós, que não chegamos a assisti-lo fica a deixa para o empréstimo, caso alguém ainda o possua.

Tiago Rafael dos Santos Alves é historiador. Acesse aqui seu perfil.

 
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