Saúde

Família promove campanha para custear capacete ortopédico para bebê de 11 meses em Adamantina

Diagnosticada com assimetria craniana severa, pequena Ísis precisa iniciar tratamento com urgência.

Por: Da Redação atualizado: 11:54
Campanha busca custear capacete ortopedico e tratamento da menina de 11 meses (Reproducao). Campanha busca custear capacete ortopedico e tratamento da menina de 11 meses (Reproducao).

A família da pequena Ísis, moradora de Adamantina, iniciou uma campanha solidária nas redes sociais para arrecadar recursos destinados ao tratamento da bebê, de 11 meses, diagnosticada recentemente com assimetria craniana severa (plagiocefalia e braquicefalia), condição que exige o uso de uma órtese craniana personalizada, popularmente conhecida como capacete ortopédico.

A menina ficou conhecida na cidade ainda nos primeiros dias de vida. Quando tinha apenas 17 dias, foi socorrida por bombeiros após sofrer um episódio de engasgo, caso que teve ampla repercussão pela rápida atuação da equipe de resgate.

Agora, a família enfrenta um novo desafio. O diagnóstico de plagiocefalia e braquicefalia severas foi recebido há menos de duas semanas. Segundo os familiares, a descoberta ocorreu em uma fase considerada limite para o tratamento, o que torna necessária a adoção imediata da órtese craniana para ampliar as chances de correção da deformidade.

Sem condições financeiras para arcar com os custos do procedimento, os pais decidiram recorrer à solidariedade da comunidade. A meta da campanha é arrecadar R$ 14 mil, valor destinado ao custeio de consultas especializadas, exames de imagem com escaneamento craniano, confecção personalizada do capacete ortopédico e acompanhamento médico durante todo o tratamento.

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Conforme explicam os familiares, a órtese é produzida sob medida para a criança. O dispositivo atua direcionando o crescimento natural do crânio e passa por ajustes periódicos realizados pelos especialistas à medida que a cabeça do bebê se desenvolve.

A urgência se deve ao fato de que os melhores resultados são obtidos durante os primeiros meses de vida, período em que os ossos cranianos apresentam maior capacidade de remodelação. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as possibilidades de correção da assimetria.

Como ajudar

As doações podem ser feitas por qualquer valor por meio da campanha na Vakinha Virtual, criada pela família. Acesse aqui para contribuir.

(Reprodução).

Além disso, está sendo promovida uma rifa solidária. Os números podem ser adquiridos mediante pagamento via Pix pela chave 40663983835, em nome de Daiana Aparecida dos Santos, mãe da criança.

(Reprodução).

Os interessados em participar da rifa ou obter mais informações podem entrar em contato pelo telefone (18) 99807-6296.

O que é a assimetria craniana severa?

A assimetria craniana severa é uma alteração importante no formato da cabeça do bebê, caracterizada pelo achatamento acentuado de uma ou mais regiões do crânio. A condição ocorre porque os ossos cranianos dos recém-nascidos ainda são maleáveis e podem sofrer deformações em decorrência de pressões prolongadas sobre uma mesma área.

Nos casos mais graves, a deformidade pode provocar desalinhamentos visíveis da cabeça, da testa, das orelhas e até da face. Quando identificada precocemente, a condição pode ser tratada com medidas de reposicionamento e acompanhamento especializado. Já nos quadros severos, o uso do capacete ortopédico costuma ser recomendado pelos especialistas para auxiliar na correção gradual do formato craniano.

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Socorrida no Corpo de Bombeiros após engasgo, ano passado

A história de Ísis já havia sensibilizado a população de Adamantina no ano passado. Em 29 de junho de 2025, quando tinha apenas 17 dias de vida, a bebê foi levada pelos pais ao Posto do Corpo de Bombeiros após apresentar sinais de engasgo provocados por leite materno e secreção catarral.

Na ocasião, o cabo Costabile, que atuava como telegrafista da unidade, recebeu a criança nos braços e iniciou imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas. A bebê voltou a respirar ainda no quartel e, em seguida, foi encaminhada ao pronto-socorro pela equipe de resgate para avaliação médica complementar.

Agora, quase um ano depois, a família novamente busca o apoio da comunidade para garantir à pequena Ísis a oportunidade de realizar o tratamento indicado pelos especialistas e alcançar uma melhor qualidade de vida durante seu desenvolvimento.

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