Ensino

Adamantina é incluída em projeto da Unesp e Unicamp que levará laboratório maker a escolas públicas

FCT Unesp de Presidente Prudente coordena implantação de espaços maker em 30 escolas da região.

Por: Da Redação | Com informações da FCT/Unesp atualizado: 16 de agosto de 2026 | 14h14
Lancamento oficial do Projeto na Reitoria da Unesp (Reproducao/FCT Unesp). Lancamento oficial do Projeto na Reitoria da Unesp (Reproducao/FCT Unesp).

Na semana em que Adamantina sediou etapa da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) reunindo mais de 70 equipes da região, a cidade foi anunciada entre os municípios contemplados pelo projeto “Unesp e Unicamp no Território Paulista: Mais Ciência na Escola”, iniciativa que pretende ampliar o uso de tecnologia e inovação nas escolas públicas do Estado de São Paulo. Na região de Presidente Prudente, a ação será coordenada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp de Presidente Prudente e envolverá 30 escolas de 19 municípios.

O projeto foi lançado oficialmente na quinta-feira (13), na Reitoria da Unesp, em São Paulo, e prevê a implantação de espaços maker, formação de professores e atividades voltadas à alfabetização digital e à cultura de inovação.

Ação de robótica educacional promovida pelo Departamento de Matemática e Computação da FCT Unesp (Reprodução/FCT Unesp).

Na região atendida pela FCT Unesp, serão contempladas 25 escolas estaduais e cinco municipais, identificadas como Rede 1. A área de atuação se estende de Rosana a Ilha Solteira e inclui municípios como Presidente Prudente, Andradina, Adamantina, Mirante do Paranapanema, Emilianópolis, Presidente Bernardes e Martinópolis.

A coordenação da Rede 1 é da professora doutora Maria Raquel Miotto Morelatti, do Departamento de Matemática e Computação da FCT Unesp.

Ao Siga Mais, a coordenadora confirmou que, no âmbito da Unidade Regional de Ensino de Adamantina, serão atendidas sete escolas estaduais:

  • EE Prof. Fleurides Cavallini Menechino, em Adamantina
  • EE Alfredo Machado, em Dracena
  • EE Prof. José Edson Moyses, em Irapuru
  • EE Prof. Geraldo Pecorari, em Junqueirópolis
  • EE João Bernardi, em Monte Castelo
  • EE Ministro Oscar Pedroso Horta, em Santa Mercedes
  • EE Professor Salvador Ramos de Moura, em São João do Pau D’Alho.

Com a participação de Adamantina, a EE Prof. Fleurides Cavallini Menechino será uma das unidades que receberão a estrutura prevista pelo projeto.

Escola terá laboratório maker e alunos bolsistas

A implantação dos espaços maker é um dos principais eixos da iniciativa. Os ambientes serão equipados com tecnologias que permitirão aos estudantes desenvolver projetos práticos, experimentar soluções e trabalhar com diferentes ferramentas digitais.

Escola Fleurides em Adamantina (Divulgação).

Segundo Maria Raquel, cada escola participante terá 10 alunos bolsistas e receberá um kit maker composto por impressora 3D, cortadora a laser e notebook. “Estamos na fase de implantação das bolsas dos professores das escolas. Cada escola terá 10 alunos bolsistas e receberá um kit maker, com impressora 3D, cortadora a laser e notebook”, explicou a coordenadora ao Siga Mais.

A proposta é utilizar os equipamentos não apenas como ferramentas tecnológicas, mas como instrumentos pedagógicos para estimular a criatividade, a investigação, a colaboração e a resolução de problemas.

Publicidade

Parfum Perfumes Importados
Unimed Adamantina

Publicidade

Rede Sete Supermercado
Dr. Paulo Tadeu Drefahl | Cirurgião Plástico

Professores terão formação especializada

Além da estrutura física e tecnológica, o projeto terá forte atuação na formação dos professores. Cada unidade contará com um professor parceiro, que acompanhará as atividades desenvolvidas no espaço maker.

Na Rede 1, esses profissionais participarão de um curso de especialização a distância, com foco em Inovação, Tecnologia, Cultura Maker e Ensino 5.0. A formação terá carga horária de 360 horas.

Coordenadora do projeto na macrorregião de Presidente Prudente, Profa. Dra. Maria Raquel Miotto Morellati (à direita) é pesquisadora na área de Educação e Tecnologia (Reprodução/FCT Unesp).

A professora Maria Raquel destaca que a capacitação dos educadores é fundamental para que os equipamentos sejam efetivamente incorporados às práticas pedagógicas.

A ideia é que o professor deixe de atuar somente como transmissor de conteúdo e passe a assumir também o papel de mediador de processos de investigação, criação, colaboração e resolução de problemas.

Cultura maker estimula aprendizado pela prática

O projeto trabalha com a abordagem STEAM, sigla em inglês que reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. A proposta é integrar diferentes áreas do conhecimento em atividades práticas e interdisciplinares.

Com essa metodologia, os estudantes poderão desenvolver projetos relacionados a problemas reais, utilizando ferramentas tecnológicas para pesquisar, criar protótipos, testar soluções e apresentar resultados.

As escolas participantes também terão autonomia para desenvolver projetos voltados à divulgação científica, de acordo com as características e necessidades de suas comunidades escolares.

Publicidade

Hiper Cliente Feliz Cocipa

Publicidade

JVR Segurança
Supermercado Godoy

Tecnologia assistiva também está entre os objetivos

Outro eixo de destaque da iniciativa é a utilização da tecnologia para promover inclusão.

De acordo com a coordenação, a estrutura maker poderá ser utilizada, por exemplo, para desenvolver recursos de tecnologia assistiva por meio da impressão 3D, possibilitando a criação de objetos e equipamentos personalizados para ampliar a autonomia de estudantes com deficiência.

FCT Unesp é referência em atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de tecnologia educacional (Reprodução/FCT Unesp).

A proposta amplia o conceito de inclusão digital ao utilizar a tecnologia não apenas para o aprendizado, mas também para a criação de soluções que possam responder a necessidades específicas dos próprios alunos.

Projeto terá investimento de R$ 15 milhões

O projeto “Unesp e Unicamp no Território Paulista: Mais Ciência na Escola” está vinculado à Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura (Proec) e foi selecionado na Chamada Pública CNPq nº 13/2024 – Programa Conecta e Capacita (Mais Ciência na Escola).

A iniciativa contempla 150 escolas públicas paulistas, organizadas em cinco redes de atuação. O investimento total é de R$ 15 milhões, sendo R$ 3 milhões destinados à Rede 1, coordenada pela FCT Unesp de Presidente Prudente.

A iniciativa tem duração prevista até novembro de 2027.

Mais do que levar equipamentos para dentro das escolas, a proposta busca promover uma mudança nas práticas pedagógicas, ampliando o contato dos estudantes com ciência, tecnologia e inovação e preparando-os para novas demandas do mercado e da sociedade.

Para a coordenadora regional, a iniciativa representa uma oportunidade de aproximar a universidade da educação básica e contribuir diretamente para a melhoria do ensino público regional.

No caso de Adamantina, a participação da EE Fleurides coloca o município dentro de uma rede regional que pretende utilizar a tecnologia como ferramenta de aprendizagem, inclusão e desenvolvimento de novas competências entre estudantes e professores.

Publicidade

Anderson Veículos Adamantina

Publicidade

ADT Drone