Cidades

Região pode ter temperatura até 7°C acima da média nesta semana, alerta Defesa Civil de SP

Governo de SP intensifica preparativos para onda de calor com ações prevenção a incêndios.

Por: Da Redação atualizado: 17 de agosto de 2026 | 08h08
Placa no centro de Adamantina (Arquivo/Siga Mais). Placa no centro de Adamantina (Arquivo/Siga Mais).

A região de Presidente Prudente está entre as áreas do Estado de São Paulo que podem registrar as maiores elevações de temperatura nesta semana. De acordo com o panorama divulgado pelo Governo de São Paulo na sexta-feira (14), os termômetros podem ficar até 7°C acima da média climatológica, com possibilidade de temperaturas próximas dos 40°C em algumas cidades do interior.

O alerta faz parte das ações adotadas pelo Governo do Estado diante de uma nova onda de calor, prevista para persistir até a próxima quarta-feira (19). Além das temperaturas elevadas, o cenário é marcado pela baixa umidade do ar e pelo ressecamento da vegetação, condições que aumentam o risco de incêndios florestais.

Diante da previsão, o Estado estruturou um plano integrado de prevenção e resposta, envolvendo a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Fundação Florestal, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e outros órgãos estaduais.

A estratégia inclui monitoramento das condições meteorológicas, reforço das equipes em campo, uso de tecnologias para identificação de focos de incêndio e ações preventivas para reduzir os riscos durante o período de maior vulnerabilidade.

Interior concentra maior atenção

Além da região de Presidente Prudente, também estão entre as áreas com previsão de maior elevação das temperaturas as regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto. Nesses locais, a previsão indica temperaturas de até 7°C acima da média climatológica.

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Já nas regiões de Marília, Bauru, Araraquara, Campinas e na Região Metropolitana de São Paulo, a elevação estimada varia entre 3°C e 5°C acima da média.

O cenário preocupa principalmente devido à combinação de calor intenso, baixa umidade e vegetação seca, fatores que favorecem a propagação rápida das chamas e podem dificultar o combate aos incêndios.

Gabinete de Crise

Como parte da resposta à onda de calor, o Governo de São Paulo anunciou a criação de um Gabinete de Crise no Palácio dos Bandeirantes. A estrutura reúne os órgãos estaduais envolvidos nas ações de prevenção e atendimento às ocorrências, com o objetivo de centralizar informações e agilizar a tomada de decisões.

A Defesa Civil mantém o acompanhamento das condições meteorológicas e atua em conjunto com os municípios e demais órgãos estaduais para antecipar situações de risco.

"O cenário de calor intenso e baixa umidade exige atenção redobrada, principalmente porque essas condições aumentam o risco de incêndios e também podem trazer impactos à saúde da população", afirmou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel PM Rinaldo de Araujo Monteiro.

Segundo ele, além do trabalho dos órgãos públicos, a participação da população é fundamental durante o período.

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Cuidados devem ser reforçados

As autoridades orientam a população a evitar qualquer tipo de queimada, inclusive para limpeza de terrenos ou áreas rurais. Também é recomendado não descartar bitucas de cigarro em locais com vegetação seca, devido ao risco de ignição e propagação das chamas.

Em propriedades rurais, a orientação é redobrar os cuidados com atividades que possam produzir faíscas ou iniciar focos de incêndio.

Por causa do calor, a Defesa Civil também recomenda aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior temperatura e reduzir a prática de atividades físicas ao ar livre durante os períodos mais quentes do dia.

A população deve ainda acompanhar as condições meteorológicas e os alertas emitidos pelos canais oficiais.

Com a combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação ressecada, o período exige atenção especial no interior paulista. O monitoramento e as ações preventivas buscam reduzir a ocorrência de incêndios e garantir maior rapidez na resposta a eventuais emergências.

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