Soltar pipa com cerol é crime; Prefeitura alerta e PM reforça fiscalização em Adamantina
Uso de cerol e linha chilena pode provocar acidentes graves e até mortes.
Soltar pipa é uma tradição que reúne crianças, adolescentes e adultos e pode ser uma opção de lazer durante as férias e os períodos de tempo livre. A brincadeira, porém, exige cuidados para evitar acidentes e, principalmente, não colocar outras pessoas em risco.
Em Adamantina, a Prefeitura reforça a orientação para que as pipas sejam empinadas somente em locais abertos, seguros e afastados da rede elétrica. Também é recomendado evitar ruas movimentadas e áreas com circulação de pedestres, ciclistas e veículos.
O principal alerta das autoridades é para que nunca sejam utilizados cerol ou linha chilena, materiais que possuem alto poder de corte e podem provocar ferimentos graves e fatais.
Linhas cortantes oferecem risco à população
O uso de cerol e linha chilena representa uma ameaça especialmente para motociclistas e ciclistas, que podem ser atingidos no pescoço ou em outras partes do corpo. Pedestres também estão sujeitos a acidentes.
Outro risco está relacionado à rede elétrica. Quando a linha entra em contato com a fiação, pode provocar acidentes envolvendo eletricidade. Depois de cair no chão ou ficar presa em estruturas, a linha pode se tornar difícil de visualizar, aumentando o risco de atingir quem passa pelo local.
O perigo também pode alcançar ocupantes de veículos. Dependendo da situação, uma linha esticada pode entrar pela janela de um automóvel e provocar ferimentos.
PM reforça fiscalização
O capitão Eder Bressan, comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Adamantina, destaca que a diversão deve ocorrer de maneira responsável e sem expor terceiros a riscos. “Soltar pipa é uma atividade de lazer e pode ser muito divertida, mas precisa ser realizada com responsabilidade. O uso de cerol e de linhas cortantes, como a linha chilena, coloca em risco não apenas quem está soltando a pipa, mas principalmente motociclistas, ciclistas e pedestres”, afirma.
Fiscalização da Polícia Militar em bairros de Adamantina (Cedida/PMA).
Segundo o comandante, a Polícia Militar realiza ações de fiscalização para coibir o uso desses materiais. “Nosso pedido é para que pais e responsáveis orientem crianças e adolescentes e que todos tenham consciência de que uma brincadeira não pode colocar a vida de outras pessoas em perigo”, acrescenta.
Uso de cerol pode gerar responsabilização criminal
Além dos riscos de acidentes, o uso de materiais cortantes pode gerar consequências legais. A conduta pode ser enquadrada, conforme as circunstâncias, no artigo 132 do Código Penal, que trata da exposição da vida ou da saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano.
Caso a utilização da linha cortante provoque ferimentos ou morte, o responsável poderá responder por crimes mais graves, de acordo com as circunstâncias e os resultados provocados.
Quando a prática envolve adolescentes, a conduta poderá ser analisada como ato infracional, sujeitando o responsável às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Além da legislação federal, estados e municípios também podem estabelecer regras específicas sobre a fabricação, comercialização, posse e utilização de cerol e linhas cortantes, incluindo multas e outras penalidades.
Orientação aos pais e responsáveis
A Prefeitura de Adamantina reforça que pais e responsáveis têm papel importante na prevenção de acidentes. A recomendação é orientar crianças e adolescentes a empinar pipas em áreas apropriadas, longe de ruas movimentadas, da rede elétrica e de locais com grande circulação de pessoas.
A Polícia Militar também orienta a população a denunciar situações que possam representar risco e reforça que a fiscalização busca impedir o uso de materiais cortantes.
A brincadeira pode continuar fazendo parte do lazer de crianças, jovens e adultos, desde que sejam observadas as regras básicas de segurança.
A orientação é simples: pipa, sim; cerol e linha chilena, nunca.