5ª Caminhada pelo Fim da Violência contra a Mulher acontece sexta-feira em Adamantina
Mobilização será realizada a partir das 9h, com concentração no Paço Municipal.
Adamantina realiza nesta sexta-feira (21) a 5ª Caminhada pelo Fim da Violência contra a Mulher, uma mobilização de conscientização e enfrentamento à violência de gênero. A concentração será às 9h, no Paço Municipal, reunindo autoridades, representantes de instituições parceiras e integrantes da comunidade.
A atividade integra a programação do Agosto Lilás, campanha nacional voltada à conscientização, prevenção e enfrentamento das diferentes formas de violência contra a mulher.
Em Adamantina, a caminhada é promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em parceria com a Prefeitura de Adamantina, com a participação de outras instituições e programas envolvidos na rede de proteção e atendimento às mulheres.
A proposta é levar às ruas uma mensagem de conscientização e reforçar que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade. Além de chamar a atenção para o problema, a mobilização busca estimular o conhecimento sobre os direitos das mulheres e os caminhos para buscar ajuda e denunciar situações de violência.
A ação também ocorre em um ano simbólico para as políticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar. Em agosto de 2026, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa 20 anos. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação criou mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher e estabeleceu medidas de proteção às vítimas.
Agosto Lilás
Instituído nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás é o mês de proteção à mulher e de conscientização para o fim da violência contra a mulher. A legislação prevê a realização de ações intersetoriais durante o mês para informar a população sobre as diferentes formas de violência, estimular medidas preventivas e fortalecer campanhas educativas.
A campanha busca ampliar a informação para que a violência seja reconhecida não apenas quando há agressão física. Entre as formas de violência estão a física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, que podem ocorrer de maneira isolada ou combinada.
O Agosto Lilás também reforça a importância da rede de proteção e do acolhimento às vítimas, incentivando mulheres que estejam em situação de violência a procurar ajuda e a denunciar.
Como denunciar a violência contra a mulher
A violência pode assumir diferentes formas e nem sempre deixa marcas visíveis. Agressões físicas, ameaças, humilhações, controle, violência sexual, retenção ou destruição de bens e outras condutas podem configurar situações de violência contra a mulher.
Quem estiver em situação de violência ou tiver conhecimento de um caso pode buscar ajuda pelos seguintes canais:
- Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher: orientação, acolhimento e informações sobre serviços da rede de atendimento.
- Polícia Militar – 190: para situações de emergência ou quando a mulher estiver em risco imediato.
- Polícia Civil – 197: para registro de ocorrências e demais providências policiais.
A orientação é que, diante de uma situação de risco, a vítima procure um local seguro e acione a rede de proteção. O enfrentamento à violência contra a mulher também depende da atuação de familiares, amigos, vizinhos e da comunidade, que podem ajudar a interromper situações de violência e orientar a vítima na busca por atendimento.