Prefeitura inicia supressão pontual de árvores na área verde da Estância Dorigo
Ação emergencial ocorre após quedas recentes de árvores no local.
A Prefeitura de Adamantina iniciou nesta sexta-feira os trabalhos de supressão emergencial e preventiva de árvores da espécie guapuruvu (Schizolobium parahyba) na área verde da Estância Dorigo. A ação mobiliza equipes da Defesa Civil e das secretarias municipais de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, além de Obras e Serviços.
A medida foi adotada após duas ocorrências recentes de queda de árvores no local — uma registrada em dezembro do ano passado e outra no último sábado (16). Nos dois episódios, houve impacto sobre a rede de distribuição de energia elétrica.
O caso mais recente provocou danos mais severos. Com a queda sobre a via pública, árvores atingiram imóveis próximos e destruíram ao menos dois veículos que estavam estacionados. Moradores da região já vinham solicitando intervenções preventivas diante do avanço dos riscos observados na área.
Equipes da Prefeitura iniciam trabalhos nesta sexta (22) no local (Cedida/PMA).
Segundo informações divulgadas pela concessionária Energisa Sul-Sudeste, com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento registradas no último fim de semana chegaram a aproximadamente 100 km/h. Além disso, entre sábado e domingo foram acumulados quase 90 milímetros de chuva, cenário que elevou o risco de instabilidade das árvores.
Após os danos registrados, representantes da administração municipal anunciaram, em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (18), que seria executado um manejo pontual dos exemplares considerados mais suscetíveis à queda.
De acordo com a Prefeitura, avaliações técnicas identificaram comprometimentos estruturais em algumas árvores da área verde, situação agravada pelos eventos climáticos intensos registrados recentemente. A partir desse diagnóstico foi definida a intervenção emergencial.
Os trabalhos começaram pela manhã desta sexta-feira com o emprego de máquinas, caminhões e servidores municipais. Em razão do grande volume de galhos, troncos e resíduos vegetais, a previsão é que a limpeza e organização completa da área demandem cerca de dez dias, prazo que poderá ser ajustado conforme as condições climáticas.
Equipes da Prefeitura iniciam trabalhos nesta sexta (22) no local (Cedida/PMA).
Ainda conforme a administração municipal, a supressão será realizada de forma pontual e controlada, limitada aos indivíduos arbóreos que apresentem risco concreto à população e às estruturas próximas.
O município reforça que a intervenção tem caráter preventivo e busca reduzir a possibilidade de novos acidentes, preservar a segurança dos moradores e proteger patrimônios públicos e particulares, mantendo o compromisso com critérios técnicos, ambientais e legais para a preservação da área verde.
Guapuruvu: árvore de crescimento rápido exige atenção em áreas urbanas
O guapuruvu (Schizolobium parahyba) é uma espécie nativa da Mata Atlântica e está entre as árvores de crescimento mais acelerado do Brasil. Conhecida pelo porte elevado e pela copa ampla, pode atingir entre 20 e 40 metros de altura em condições favoráveis. Também chama atenção pela floração amarela intensa, que costuma ocorrer em determinadas épocas do ano.
Estragos no local após o temporal de sábado, dia 16 (Siga Mais).
Estragos no local após o temporal de sábado, dia 16 (Siga Mais).
Estragos no local após o temporal de sábado, dia 16 (Siga Mais).
Estragos no local após o temporal de sábado, dia 16 (Siga Mais)..
Por apresentar crescimento rápido, o guapuruvu é frequentemente utilizado em projetos de recuperação ambiental, reflorestamento e sombreamento. A espécie contribui para a recomposição vegetal e para a atração de fauna, especialmente aves e insetos polinizadores.
Por outro lado, especialistas observam que suas características naturais exigem avaliação criteriosa quando plantada em áreas urbanas ou próximas a residências e redes de infraestrutura. O desenvolvimento acelerado, associado ao grande porte e à sensibilidade a eventos climáticos extremos, pode aumentar o risco de quedas de galhos ou mesmo de árvores inteiras quando há ventos intensos, excesso de chuva, envelhecimento ou comprometimento estrutural.
Manejo no domingo (17), das espécies que caíram com o temporal (Siga Mais).
Manejo no domingo (17), das espécies que caíram com o temporal (Siga Mais).
Manejo no domingo (17), das espécies que caíram com o temporal (Siga Mais).
Manejo no domingo (17), das espécies que caíram com o temporal (Siga Mais).
Outro aspecto observado em manejo urbano é que exemplares muito próximos entre si ou submetidos a condições inadequadas de solo podem apresentar menor estabilidade ao longo do tempo. Por isso, o acompanhamento técnico, com podas, monitoramento fitossanitário e avaliações periódicas, é apontado como medida importante para conciliar preservação ambiental e segurança da população.
Apesar dos cuidados necessários em ambiente urbano, o guapuruvu segue sendo uma espécie de relevância ecológica para a Mata Atlântica e para iniciativas de recuperação de áreas degradadas.