Cidades

Em Adamantina, enfermeira é atacada e ferida por três cães soltos no Parque dos Pioneiros

Segundo a vítima, mulher que acompanhava os cães, não prestou socorro.

Por: Da Redação atualizado: 5 de novembro de 2025 | 16h00
Ferimentos e roupas rasgadas no ataque sofrido pela vitima no Parque dos Pioneiros (Cedidas). Ferimentos e roupas rasgadas no ataque sofrido pela vitima no Parque dos Pioneiros (Cedidas).

Uma enfermeira de 50 anos, moradora em Adamantina, foi atacada na manhã deste domingo (2) por três cães soltos no Parque dos Pioneiros. O caso ocorreu na Rua Prefeito Antônio Cescon, região próxima à ponte da Alameda Francisco José de Azevedo.

A vítima, que preferiu não se identificar, relatou nesta segunda-feira (3) ao Siga Mais que realizava sua caminhada rotineira no espaço público, acompanhada de seu cão de pequeno porte, que estava devidamente com coleira e guia. Durante o percurso, três cães soltos — que acompanhavam uma mulher — avançaram para atacar seu animal.

“Quando eu vi, os cachorros já estavam em cima do meu cachorrinho, querendo pegar e morder”, conta.

Ferimentos no corpo, resultantes do ataque (Cedida).

Na tentativa de proteger o pet, a enfermeira o pegou no colo, momento em que passou a ser atacada pelos três cães, que estavam sem coleiras e guias. “Minha reação foi pegar meu cachorro, e quando o coloquei no colo eles começaram a me atacar, a arranhar e morder, causando ferimentos e sangramentos. Eles não paravam. Tentei me defender com os braços e os pés, mas não conseguia. Eram três cachorros, de porte grande”, relembra a enfermeira ferida.

No domingo de manhã havia pouco movimento no local — era cedo e o tempo estava chuvoso. A mulher tentou se defender e gritou por socorro. “Vi que não tinha ninguém na rua e comecei a gritar por ajuda. A senhora que estava com os cachorros simplesmente foi embora. Ela me deixou lá e foi embora, nem olhou para trás”, destaca.

 Parte da roupa rasgada pelos cães (Cedida).

Uma motocicleta e um automóvel que passavam pelo local pararam para ajudar. O motociclista e três ocupantes do carro agiram para protegê-la, conseguiram espantar os animais e prestaram os primeiros cuidados à vítima. “Graças a Deus parou a moto e depois o carro. Eu nem sei o nome deles, mas conseguiram tirar os cachorros e me ajudar. Se essas pessoas não tivessem aparecido, poderia ter sido muito pior. Agradeço muito a quem me ajudou”, ressalta.

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A enfermeira sofreu diversos ferimentos e cortes profundos pelo corpo. Após acionar o marido, foi levada ao pronto-socorro da Santa Casa de Adamantina, onde recebeu atendimento médico e iniciou o protocolo de aplicação do soro antirrábico. Os cuidados seguiram nesta segunda-feira em uma unidade básica de saúde da cidade.

Ferimentos no corpo, resultantes do ataque (Cedida).

Mesmo sem se identificar, a vítima destacou o desejo de tornar o caso público, para tentar sensibilizar os moradores e as autoridades. “Vejo muitas pessoas com cachorro ali, sem coleira. Está muito perigoso isso”, alerta.

Abalada com o ocorrido, ela afirmou ainda que, se o ataque tivesse ocorrido contra uma criança, o desfecho poderia ter sido muito mais grave. Citou também que o percurso que faz rotineiramente com o pet, no Parque dos Pioneiros, é o mesmo que seu filho costuma utilizar.

Lei municipal proíbe cães soltos, mesmo acompanhados dos tutores

Em Adamantina, o Código Municipal de Posturas proíbe a presença de cães soltos nas ruas, mesmo quando acompanhados de seus tutores. É o que determina a Lei nº 2.449, de 14 de dezembro de 1992, em seu artigo 135: “Os cães em geral não poderão andar soltos nas vias públicas, mesmo que em companhia de seu dono, devendo ser conduzidos com a respectiva guia.”

Ferimentos no corpo, resultantes do ataque (Cedida).

No Estado de São Paulo, a condução de cães em vias e locais de acesso público é regulada por norma estadual que prevê regras sobre o uso de guia, coleira e, quando indicado, o uso de focinheira e outros dispositivos de contenção. A Lei Estadual nº 11.531/2003, regulamentada pelo Decreto nº 48.533, de 9 de março de 2004, estabelece que os possuidores de cães devem mantê-los em condições de segurança que impeçam sua evasão, definindo também as raças e as formas de contenção obrigatórias.

A norma estadual trata especificamente de cães das raças pit bull, rottweiler e mastim napolitano, além de outras definidas em regulamento. O decreto inclui ainda animais da raça american staffordshire terrier e aquelas derivadas ou variações de qualquer uma das mencionadas.

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Projeto tramita na Câmara dos Deputados

Em nível federal, não existe atualmente uma lei única que imponha, de forma geral e uniforme, o uso de focinheira ou de tipos específicos de guia para todos os cães. No entanto, tramitam no Congresso propostas que buscam detalhar essas regras, como o Projeto de Lei nº 4.541/2024, apensado ao PL nº 2.140/2011.

Conforme a Câmara dos Deputados, a proposta está pronta para ser pautada em plenário. O texto cita como referência a Lei Estadual nº 11.531/2003 e estabelece que a condução de animais de grande porte ou potencialmente perigosos em vias públicas, logradouros ou locais de acesso público deverá ser feita sempre com o uso de coleira, guia curta e focinheira, conforme regulamentação específica.

Ferimentos no corpo, resultantes do ataque (Cedida).

“Nos últimos anos, tem-se observado um aumento no número de incidentes envolvendo ataques de cães de grande porte e raças potencialmente perigosas. Esses animais, muitas vezes mal socializados ou inadequadamente controlados, representam uma ameaça considerável à segurança de cidadãos e de outros animais”, escreveu o autor da proposta, deputado Allan Garcês (PP/MA).

 Parte da roupa rasgada pelos cães (Cedida).

Em sua justificativa, o parlamentar cita um levantamento realizado pelo Hospital das Clínicas da Unicamp entre 2010 e 2019, que apontou que crianças são as principais vítimas de ataques de cães, sendo as lesões mais comuns na cabeça e no pescoço.

“A pesquisa, que analisou 1.012 atendimentos, apontou que a maioria dos acidentes ocorreu em ambientes externos, com destaque para o aumento de ferimentos graves em crianças de 4 a 6 anos — evidenciando a necessidade urgente de uma regulamentação mais rígida para a posse de cães de grande porte, especialmente em áreas de acesso público”, reforça o deputado.

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