PolÃcia Militar homenageia mulheres da corporação em evento especial em Adamantina
Café da manhã marcou o Dia da Policial Militar Feminina, celebrado em 12 de maio.
A 2ª Companhia do 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior (25º BPM/I), em Adamantina, realizou um evento especial nesta terça-feira (12) em homenagem ao Dia da Policial Militar Feminina. A iniciativa, promovida por meio do comandante da companhia, capitão PM Bressan, reuniu policiais militares femininas da área da companhia em um café da manhã comemorativo, destacando a importância e a dedicação das mulheres na segurança pública paulista.
Evento realizado na 2º CIA PM em Adamantina (Cedida/PM).
A programação contou com a presença da subcomandante do 25º BPM/I, major PM Simone, além da participação da palestrante Isabela Albertin, que conduziu reflexões e mensagens de reconhecimento às profissionais homenageadas. O encontro também teve um curso prático de maquiagem voltado às participantes.
“As 13 mais corajosas de 1955”: primeiras mulheres na PM paulista
Durante a homenagem, foi lembrada a trajetória histórica das pioneiras do policiamento feminino no Estado de São Paulo. O marco ocorreu em 12 de maio de 1955, quando a então Guarda Civil de São Paulo criou oficialmente o primeiro corpo de policiais femininas da América Latina, abrindo espaço para a presença das mulheres nas forças de segurança e promovendo um avanço histórico para a sociedade brasileira.
As pioneiras ficaram conhecidas como “as 13 mais corajosas de 1955”. O grupo formou o Corpo de Policiamento Especial Feminino e era liderado por Hilda Macedo, reunindo outras 12 mulheres selecionadas entre 50 candidatas.
A criação do efetivo feminino ocorreu após determinação do então governador Jânio Quadros, que solicitou estudos para inserir mulheres na atividade policial. O grupo foi oficialmente instituído pelo Decreto 24.548, de 12 de maio de 1955, e as policiais passaram por um curso intensivo de 180 dias na Escola de Polícia.
Evento realizado na 2º CIA PM em Adamantina (Cedida/PM).
Hilda Macedo já defendia, antes mesmo de assumir o comando do grupo pioneiro, a igualdade de competência entre homens e mulheres na atividade policial. Em 1953, ela apresentou tese sobre o tema durante o I Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia.
Naquele período, as mulheres atuavam principalmente em missões de proteção e assistência a mulheres, crianças, adolescentes, idosos e migrantes. Com o passar das décadas, porém, a participação feminina cresceu e passou a abranger todas as áreas operacionais da corporação.
Hoje, a Polícia Militar do Estado de São Paulo possui cerca de 11,7 mil mulheres entre oficiais e praças, em um efetivo total de aproximadamente 81 mil policiais militares.
Pela primeira vez em 200 anos, mulher comanda a Polícia Militar de SP
O avanço da presença feminina na corporação ganhou um novo capítulo histórico recentemente. Pela primeira vez em quase 200 anos de existência da instituição, uma mulher assumiu o comando-geral da Polícia Militar paulista. A coronel Glauce Anselmo Cavalli tomou posse no último dia 29 de abril.
Formada em 1997 pela Academia do Barro Branco, a coronel Glauce possui mestrado e doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, além de graduação em Direito e Educação Física. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos na corporação, incluindo o comando do CPA/M-2, uma das áreas mais populosas da capital paulista, além da Diretoria de Logística da PM.
Coronel Glauce Anselmo Cavalli (Imagem: Pablo Jacob/GovSP).
Durante sua posse, tanto a comandante-geral quanto o governador Tarcísio de Freitas prestaram homenagens às pioneiras de 1955, reconhecendo a contribuição histórica das mulheres para a evolução da segurança pública em São Paulo.