Expedição técnica da FAI diagnostica graves danos ambientais e poluição hídrica no Córrego Taipus
Área está na bacia onde ocorreu vazamento de esgoto, noticiado nesta segunda (30) pelo Siga Mais.
Uma expedição técnica realizada por alunos e professores dos cursos de Agronomia e Engenharia Civil do Centro Universitário de Adamantina (FAI) identificou graves danos ambientais na bacia do Córrego Taipus. A atividade ocorreu no último sábado (28) e teve como objetivo avaliar as condições das nascentes e do solo na microbacia.
Coleta de amostras no local (Acervo Pessoal).
A iniciativa integra ações de extensão universitária e foi motivada por demandas de moradores e produtores rurais da região, que buscam respaldo técnico para enfrentar o avanço da degradação ambiental. A área analisada coincide com a bacia onde foi registrado recentemente um vazamento de esgoto, já noticiado pelo Siga Mais.
Coordenado pelos professores doutores José Aparecido dos Santos e Josiane Lourencetti, o levantamento apontou um cenário considerado crítico. Entre os principais problemas identificados estão processos erosivos avançando sobre as nascentes do alto curso do córrego e o lançamento de esgoto in natura diretamente no leito.
Estudantes e professores na atividade a campo (Acervo Pessoal).
Estudantes e professores na atividade a campo (Acervo Pessoal).
Durante a inspeção, também foram relatadas falhas recorrentes na estação elevatória de tratamento de esgoto da região, sem que soluções definitivas tenham sido implementadas pela empresa responsável.
Outro ponto de atenção destacado pela equipe técnica é a baixa eficácia das medidas adotadas para conter as erosões. Segundo análise preliminar, o uso de resíduos de construção civil (RCC) e material vegetal não tem apresentado resultados satisfatórios. A ausência de compactação adequada permite que os materiais sejam levados pelas chuvas, contribuindo para o assoreamento do córrego.
A situação é agravada pela falta de vegetação ciliar, essencial para a estabilidade do solo e a preservação da biodiversidade, o que aumenta a vulnerabilidade ambiental da área.
Estudantes e professores na atividade a campo (Acervo Pessoal).
Os dados coletados por estudantes dos 5º e 7º termos de Agronomia e do 5º termo de Engenharia Civil serão utilizados na elaboração de relatórios técnicos de danos ambientais, que deverão ser apresentados à comunidade local.
Para o segundo bimestre, a FAI prevê a ampliação dos estudos, com a realização de um diagnóstico completo sobre o uso e ocupação do solo em toda a microbacia do Córrego Taipus. A proposta é subsidiar a adoção de soluções técnicas voltadas à recuperação ambiental e ao manejo sustentável da área.