DDM 24H amplia suporte à mulher vítima de violência em Adamantina
Além da Delegacia de Defesa da Mulher, DDM 24 horas atende à noite, finais de semana e feriados.
Adamantina passou a contar com a ampliação do atendimento policial especializado às mulheres vítimas de violência, com o funcionamento da DDM 24 horas. O serviço complementa a atuação regular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), garantindo atendimento também no período noturno, aos fins de semana e feriados.
A estrutura conta com delegado e demais policiais para atender ocorrências relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher fora do horário habitual de funcionamento da DDM.
De acordo com a Polícia Civil, mulheres vítimas de violência podem procurar diretamente a sede da DDM de Adamantina, onde recebem atendimento especializado e são adotadas as providências de polícia judiciária necessárias.
A unidade está localizada na Alameda Santa Cruz, 1.171, Vila Joaquina. Conforme a Polícia Civil local, o espaço está estruturado para acolher as vítimas e dar início aos procedimentos legais necessários em qualquer horário.
Atendimento especializado
A DDM mantém o atendimento especializado durante o expediente regular e é responsável pelas investigações dos casos. O serviço DDM 24 horas atua de forma complementar, assegurando a continuidade do atendimento e a adoção das medidas de polícia judiciária durante a noite, nos fins de semana e feriados.
Com a ampliação, a Polícia Civil reforça a estrutura de atendimento e proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em Adamantina e região.
A orientação é para que vítimas ou testemunhas denunciem os casos. O registro da ocorrência é uma das medidas para permitir a adoção das providências legais e a responsabilização dos autores.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. O Disque 180 também oferece orientação e encaminhamento para casos de violência contra a mulher.
Violência contra a mulher: os números do Brasil e de São Paulo
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, com registros de 2025, mostram a dimensão da violência contra as mulheres no país e no Estado de São Paulo.
No Brasil, foram registrados 1.571 feminicídios em 2025, aumento de 4% em relação ao ano anterior. Também foram contabilizados 286.270 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres em contexto de violência doméstica, 788.531 ameaças, 123.871 registros de perseguição (stalking) e 60.830 casos de violência psicológica.
O levantamento aponta ainda 132.025 descumprimentos de Medidas Protetivas de Urgência, uma média de 362 casos por dia. Entre as vítimas de feminicídio, 70 mulheres tinham uma medida protetiva ativa no momento da morte.
São Paulo
No Estado de São Paulo, foram registrados 270 feminicídios em 2025, contra 253 em 2024. O Estado também contabilizou 68.842 casos de lesão corporal contra mulheres, 98.820 ameaças, 49.250 registros de perseguição e 5.793 casos de violência psicológica.
O número de registros de perseguição chama atenção: os 49.250 casos contabilizados em São Paulo correspondem a aproximadamente 40% de todas as ocorrências de stalking registradas no país.
Os indicadores reforçam que o feminicídio representa a forma mais extrema de uma violência que pode envolver ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguição e descumprimento de medidas protetivas. Por isso, a denúncia e o acesso rápido à rede de proteção são fundamentais para interromper a escalada da violência.