Asfalto em acesso à nova ponte da Rua Santa Catarina apresenta deformações; Prefeitura de manifesta
Administração municipal afirma que situação não compromete a segurança da ponte nem o tráfego.
Ondulações no asfalto executado recentemente no acesso à nova ponte sobre o Córrego Caldeira, no prolongamento da Rua Santa Catarina, em Adamantina, chamaram a atenção de moradores e motivaram reclamações à reportagem do Siga Mais. O pavimento apresenta deformações visíveis na cabeceira da estrutura, embora o trânsito de veículos siga fluindo normalmente, sem necessidade de interdições ou restrições.
Após receber a reclamação de um morador, a reportagem esteve no local e constatou as irregularidades no revestimento asfáltico.
A ponte foi oficialmente inaugurada em junho e liberada para utilização da comunidade, encerrando um longo período de interdição da ligação viária. A estrutura foi construída por meio de convênio entre o Governo do Estado de São Paulo, através da Defesa Civil, e a Prefeitura de Adamantina.
Já o pequeno trecho de pavimentação que conecta o final da Rua Santa Catarina à ponte não integra o convênio estadual. O serviço foi executado posteriormente pela Prefeitura de Adamantina, como complemento da obra para permitir o acesso de veículos ao novo dispositivo.
Prefeitura afirma que deformações são superficiais
Procurada pelo Siga Mais nesta segunda-feira (13), a Prefeitura de Adamantina encaminhou nota oficial esclarecendo que as ondulações observadas no local são apenas deformidades superficiais e não representam risco à estrutura da ponte nem à circulação de veículos.
Segundo a administração municipal, o serviço foi realizado por meio de uma parceria, sem custos para os cofres públicos, com o objetivo de restabelecer rapidamente o tráfego na região após a conclusão da nova ponte.
De acordo com a Secretaria Municipal de Obras e Serviços, uma regularização totalmente uniforme do pavimento exigiria um período prolongado de acomodação e secagem do solo, característica comum em áreas naturalmente úmidas como a existente às margens do Córrego Caldeira.
Trecho de asfalto no local (Siga Mais).
A Prefeitura argumenta que a espera por esse processo implicaria manter o trânsito interrompido por mais tempo, causando novos transtornos à população. "A Prefeitura do Município de Adamantina, por meio da Secretaria de Obras e Serviços, esclarece que as ondulações registradas no asfalto da cabeceira da ponte, no final da Rua Santa Catarina, são deformidades superficiais que não trazem qualquer risco para a segurança estrutural da ponte ou para o tráfego de veículos."
Ainda conforme a nota, o deslocamento observado em parte da massa asfáltica é considerado um efeito estético, provocado pela combinação entre o peso dos veículos e a umidade natural do terreno.
Trecho seguirá sendo acompanhado
A administração municipal informou que a opção adotada foi priorizar a liberação rápida e segura da via, aguardada pela população durante o período em que a ponte permaneceu em obras.
A Prefeitura acrescenta que a Secretaria de Obras e Serviços continuará acompanhando o comportamento do pavimento para executar futuros ajustes, caso sejam necessários, sem comprometer a mobilidade da região. "A Secretaria de Obras e Serviços segue acompanhando e monitorando o trecho para realizar ajustes futuros sem prejuízo à mobilidade e ao trânsito do local", conclui a nota oficial.
Trecho de asfalto no local (Siga Mais).
Embora as deformações sejam perceptíveis visualmente, durante a visita realizada pelo Siga Mais foi constatado que o fluxo de veículos ocorre normalmente, sem prejuízo à circulação ou indícios de comprometimento da estrutura da ponte recém-inaugurada.
Íntegra da nota oficial da Prefeitura de Adamantina
“A Prefeitura do Município de Adamantina, por meio da Secretaria de Obras e Serviços, esclarece que as ondulações registradas no asfalto da cabeceira da ponte, no final da Rua Santa Catarina, são deformidades superficiais que não trazem qualquer risco para a segurança estrutural da ponte ou para o tráfego de veículos.
O serviço no local foi realizado sem ônus aos cofres públicos, através de parceria, com o objetivo de garantir a melhoria imediata no tráfego da região que ficou interditado por um grande período para a construção da ponte.
A Prefeitura ressalta que uma regularização milimétrica e perfeita do asfalto nesse momento exigiria um processo longo de secagem do solo, por se tratar de uma área naturalmente úmida, o que deixaria o trânsito no local novamente impedido por um longo período, gerando transtornos aos moradores e motoristas.
Portanto, optou-se pela liberação rápida e segura da via para a comunidade que aguardou muito tempo para a conclusão das obras de construção da ponte. O deslocamento atual de parte da massa asfáltica é um efeito estético provocado pelo peso dos veículos na umidade natural do solo do local. Entretanto, a Secretaria de Obras e Serviços segue acompanhando e monitorando o trecho para realizar ajustes futuros sem prejuízo à mobilidade e ao trânsito do local”.