Polícia

Investigado é preso por violência sexual contra filha e exploração infantojuvenil em Junqueirópolis

Investigação apontou indícios de estupro de vulnerável, entre outros crimes.

Por: Da Redação atualizado: 09:14
Homem foi preso pela Policia Civil e caso segue em investigacao (Cedida/PC). Homem foi preso pela Policia Civil e caso segue em investigacao (Cedida/PC).

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira (10) a Operação "Silêncio Rompido", em Junqueirópolis, que resultou na prisão preventiva de um homem de 32 anos investigado por uma série de crimes relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes. Entre as acusações estão estupro de vulnerável, produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso e exploração sexual infantojuvenil, além da investigação por abuso sexual contra animal.

Por força da legislação e para preservar a vítima, a identidade da criança e quaisquer informações que possam permitir sua identificação permanecem sob absoluto sigilo.

A prisão ocorreu no Residencial Carmesim I, durante ação coordenada pela equipe da Delegacia de Polícia de Junqueirópolis, responsável pelas investigações.

Investigação começou após denúncia

Segundo a Polícia Civil, o caso teve início após o recebimento de informações indicando que o investigado utilizava aplicativos de mensagens para compartilhar material de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Com base nos indícios reunidos, a autoridade policial solicitou ao Poder Judiciário um mandado de busca e apreensão, que foi autorizado. Durante o cumprimento da medida, os policiais apreenderam o telefone celular utilizado pelo suspeito, encaminhado posteriormente para perícia do Instituto de Criminalística.

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A análise do aparelho revelou uma grande quantidade de arquivos contendo material de abuso e exploração sexual infantil, além de conversas que demonstrariam interesse sexual do investigado por crianças e adolescentes.

De acordo com a investigação, também foram encontrados diálogos nos quais o homem solicitava fotografias e vídeos de menores de idade e mantinha contato frequente com pessoas que, em tese, poderiam facilitar o acesso a crianças e adolescentes para fins de exploração sexual.

Indícios de violência contra a própria filha

O aprofundamento das investigações levou os policiais a identificar elementos que indicariam que a atuação criminosa ultrapassava o ambiente virtual.

Durante a análise do conteúdo armazenado no celular, os investigadores localizaram imagens envolvendo a própria filha do investigado em situação de intimidade, além de mensagens que reforçaram os indícios da prática de violência sexual contra a criança.

Celular apreendido (Cedida/PC).

Conforme a Polícia Civil, o conjunto probatório também revelou um padrão reiterado de comportamento voltado à busca de vítimas infantojuvenis, indicando elevado risco de reiteração criminosa.

Ao longo das investigações, ainda surgiram indícios da prática de abuso sexual contra animal, fato que passou a integrar o inquérito policial.

Prisão preventiva

Diante da gravidade dos fatos e das provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado.

O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Poder Judiciário.

Com a ordem judicial expedida, os policiais civis realizaram a Operação "Silêncio Rompido", localizaram o investigado em sua residência e efetuaram a prisão sem resistência.

Durante o cumprimento do mandado também foi apreendido outro aparelho celular pertencente ao suspeito, que será submetido à perícia para aprofundamento das investigações.

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Após a prisão, o homem foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Dracena para os procedimentos de polícia judiciária. Posteriormente, passou por audiência de custódia, quando a Justiça manteve a prisão preventiva. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário e deverá ser transferido para unidade prisional destinada à custódia de investigados por crimes dessa natureza.

Nome da operação

Segundo a Polícia Civil, o nome "Silêncio Rompido" faz referência à realidade enfrentada por muitas vítimas de violência sexual infantil, que permanecem em silêncio por longos períodos em razão do medo, da manipulação psicológica, da dependência em relação ao agressor e da própria vulnerabilidade.

A corporação destacou que a atuação especializada busca romper esse ciclo, garantindo proteção às vítimas e responsabilização dos autores.

As investigações continuam para identificar possíveis outras vítimas, apurar eventual participação de terceiros, aprofundar a análise dos materiais apreendidos e reunir novas provas que subsidiem a conclusão do inquérito policial.

Como denunciar

A Polícia Civil reforça que denúncias são fundamentais para interromper ciclos de violência contra crianças e adolescentes. Casos suspeitos podem ser comunicados pelo Disque 100, além das Polícias Civil (197) e Militar (190), preservando-se o sigilo do denunciante.

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