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Maria Alcione lança livro em Adamantina e compartilha reflexões sobre perdão, ansiedade e recomeços

Maria Alcione é coautora de Respire em Meio ao Caos, obra coletiva com textos de 19 mulheres.

Por: Especial Publicitário | Redação: Acácio Rocha atualizado: 15 de outubro de 2026 | 11h22
Maria Alcione escreve em Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign). Maria Alcione escreve em Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

A relação entre perdão, ansiedade e reconstrução emocional é o tema central do capítulo escrito por Maria Alcione Rodrigues Sanches de Souza no livro Respire em Meio ao Caos, obra coletiva da Editora Ourah que reúne 19 mulheres em relatos e reflexões sobre saúde emocional, desafios cotidianos e possibilidades de recomeço.

(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

O lançamento da publicação em Adamantina ocorreu na tarde do último sábado (10), durante uma recepção organizada pela própria autora no Pistache Café e Bistrô. O encontro reuniu familiares e amigos próximos em uma tarde marcada pela sensibilidade, pelo acolhimento e pela celebração de uma conquista pessoal.

Na coletânea, Maria Alcione assina o capítulo “Entre o medo e a cura: o perdão ficou mais forte que a ansiedade”, no qual compartilha experiências de sua trajetória e apresenta o perdão como um caminho para ressignificar dores, recuperar a qualidade de vida e voltar a reconhecer as possibilidades presentes no cotidiano.

Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

Enfermeira, docente, palestrante, comunicadora, promotora de saúde mental e terapeuta empresarial, a autora aproxima sua experiência pessoal de uma reflexão mais ampla sobre os desafios emocionais enfrentados pelas mulheres, especialmente diante das cobranças sociais, do perfeccionismo e da necessidade de conciliar diferentes papéis.

O perdão como caminho para recomeçar

Em entrevista ao Siga Mais durante o lançamento, Maria Alcione explicou que o livro aborda temas como ansiedade feminina, perfeccionismo, medo e angústia. Segundo ela, a proposta da obra é oferecer às leitoras diferentes perspectivas para atravessar períodos difíceis com mais segurança e compreensão de suas próprias experiências. Assista:

No capítulo que assina, o perdão ocupa o lugar central. A autora conta que enfrentou situações pessoais desafiadoras e que o processo de perdoar foi importante para recuperar a alegria e a qualidade de vida. “Nas minhas vivências pessoais, eu tive muitos momentos desafiadores, e o perdão permitiu que eu voltasse a ter qualidade de vida”, relata.

Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

Ela também associa essa transformação à possibilidade de retomar a presença na vida familiar e nos relacionamentos. Segundo Maria Alcione, o perdão contribuiu para que voltasse a experimentar a alegria de viver, a maternidade e uma relação conjugal mais saudável. 

(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

Para ela, falar sobre perdão não significa ignorar o sofrimento, mas encontrar condições para seguir adiante sem permanecer inteiramente condicionada pelas experiências dolorosas do passado.

Viver também nos dias difíceis

Uma das principais mensagens do capítulo é o convite para que as pessoas não adiem a própria vida à espera de que todos os problemas sejam resolvidos.

Maria Alcione defende que, mesmo durante períodos de dificuldade, é importante preservar os cuidados cotidianos, manter os vínculos afetivos e encontrar espaço para atividades que contribuam para o bem-estar. “Se eu estou passando por uma dificuldade, mesmo assim eu tenho que oportunizar viver, tomar banho, se alimentar, fazer atividade física, estar em família”, afirma.

(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

A reflexão parte do entendimento de que a vida não precisa estar em condições extraordinárias para ser valorizada. Os dias comuns também podem oferecer oportunidades de afeto, cuidado e satisfação.

Na entrevista, a autora resume essa perspectiva ao defender que as pessoas aprendam a olhar para o próprio cotidiano com amor, independentemente de estarem atravessando uma fase especialmente positiva ou um período de desafios.

Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

A proposta também aparece em trechos do capítulo, que valorizam os pequenos gestos como sinais de continuidade e esperança. Acordar, respirar, preparar um café e voltar a perceber a beleza de momentos simples são imagens que representam a possibilidade de seguir vivendo, mesmo quando ainda existem dificuldades a enfrentar.

A experiência pessoal transformada em reflexão

No texto, Maria Alcione também aborda as exigências que recaem sobre as mulheres e a dificuldade de estabelecer limites diante das expectativas sociais.

Em um dos trechos, ela escreve: “Minha maior dor não foi apenas adoecer, mas perceber que vivi por anos sem limites, como uma cidade sem muros, aberta a todo tipo de invasão”.

 Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

A autora relata que acreditava precisar ser gentil, produtiva e forte o tempo todo, além de corresponder ao ideal de perfeição em diferentes papéis sociais. A dificuldade de dizer não e de reconhecer o próprio direito de falhar aparece como parte dessa experiência.

A reflexão avança para o processo de reconstrução pessoal, que ela descreve como uma jornada exigente, marcada pela necessidade de elaborar dores, reconhecer padrões de comportamento e encontrar coragem para mudar. “Recomeçar é doído. É atravessar um deserto e, ainda assim, aprender a caminhar”, escreve em outro trecho.

 Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

Ao compartilhar essas experiências, Maria Alcione busca estimular a identificação de outras pessoas com sua história. A expectativa é que os leitores reconheçam que também possuem recursos para enfrentar suas dificuldades e encontrem, em suas próprias trajetórias, possibilidades de transformação. “Eu espero alcançar a oportunidade de as outras pessoas se reconhecerem em mim, que elas também reconheçam nelas o potencial de perdoar e que elas encontrem nelas o começo”, afirma.

Para explicar esse processo, ela utiliza uma comparação com o aprendizado de andar de bicicleta: é preciso começar, enfrentar dificuldades, cair e tentar novamente até adquirir confiança e autonomia.

Um livro construído por 19 mulheres

Respire em Meio ao Caos reúne 19 coautoras que apresentam diferentes vivências e perspectivas sobre questões que atravessam a experiência feminina. Entre os temas abordados estão ansiedade, luto, carreira, maternidade e busca pela identidade.

A organizadora da obra, Fabiana Ferrari, destaca que, embora cada participante apresente uma trajetória particular, os relatos convergem na busca por equilíbrio emocional e pela construção de um espaço de paz interior.

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A proposta, segundo a organizadora, é mostrar que não é necessário esperar que todas as dificuldades desapareçam para retomar a vida. É possível aprender a respirar e encontrar caminhos de enfrentamento mesmo em meio às adversidades.

O prefácio é assinado pela psicóloga Irani Morichita, que ressalta a força da construção coletiva. Para ela, a reunião de histórias individuais em torno do cuidado, da esperança e da solidariedade permite que experiências pessoais também ofereçam acolhimento e identificação a outras pessoas.

 Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

A obra convida os leitores a reconhecerem sentimentos e situações semelhantes às suas próprias vivências, reforçando a importância do diálogo sobre saúde mental e da compreensão de que ninguém precisa enfrentar o sofrimento em silêncio.

Uma conquista ligada à história familiar

Durante a entrevista, Maria Alcione também destacou o significado pessoal de participar de um livro. Ela contou que sempre teve o desejo de escrever e que seu vínculo com a leitura começou por influência da mãe, já falecida.

Por isso, a publicação representa mais do que a realização de um projeto individual. A autora considera a conquista uma forma de homenagear a memória materna e reconhecer a influência que recebeu ao longo da vida. “Eu sempre quis escrever um livro, né? E a leitura entrou na minha vida pela minha mãe, pela minha falecida mãe. Então, é uma vitória não só minha, mas também é dela”, declarou emocionada.

 Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).Lançamento de Respire em Meio ao Caos (Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).

Ao transformar parte de sua trajetória em reflexão escrita, Maria Alcione amplia o alcance de uma mensagem que também orienta sua atuação profissional: a importância de reconhecer os próprios limites, acolher as necessidades emocionais e construir novas possibilidades de vida.

Em Respire em Meio ao Caos, sua contribuição convida à compreensão de que recomeçar não significa apagar o passado ou negar as dores vividas. Significa encontrar maneiras de seguir adiante, recuperar a presença no cotidiano e permitir que novas experiências tenham espaço. 

Como sintetiza a autora no encerramento de seu capítulo: “O casulo se rompe, e as asas lindas estão prontas para o voo. Quando isso acontece, percebemos que a vida sempre oferece novas oportunidades de recomeçar, de existir plenamente e de florescer. Eu fiquei, e isso mudou tudo”.

(Imagem: Nicolas Tognon Fotodesign | @nicolastognonfotodesign).