Queda de paramotor termina em morte em área rural de Lucélia
Acidente pode ter relação com uma linha de pipa. Caso será investigado pelas autoridades.
Um acidente envolvendo a queda de um paramotor resultou na morte de um homem na tarde desta segunda-feira (4), em uma área rural em Lucélia. A ocorrência foi registrada por volta das 17h30 e mobilizou diferentes equipes.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por populares. O atendimento foi realizado pelos agentes da Estação de Bombeiros de Adamantina.
Ao chegarem ao local os bombeiros encontraram a vítima — um homem adulto — caída ao solo e em parada cardiorrespiratória. Foram iniciadas imediatamente manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), e o homem foi socorrido até o pronto-socorro de Lucélia. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu após o atendimento.
A vítima foi identificada como um policial penal aposentado, nascido em 1972.
Informações preliminares apontam que o acidente pode ter sido provocado pelo enrosco do paramotor em uma linha de pipa, o que teria ocasionado a queda da aeronave.
A Polícia Militar prestou apoio na ocorrência e permaneceu responsável pela preservação da área. O caso será apresentado no plantão da Polícia Civil em Adamantina, que requisitou perícia técnica para apurar as causas e circunstâncias do acidente.
Neste domingo (3), um acidente com linha cortante tirou a vida de uma adolescente de 12 anos, em Álvares Machado, na região de Presidente Prudente. O caso é investigado pelas autoridades.
Paramotor
A prática do paramotor — modalidade do voo livre com motor acoplado — exige atenção a normas específicas e, principalmente, ao cumprimento de regras de segurança. No Brasil, a atividade é considerada desportiva e não possui a mesma regulamentação rígida da aviação civil tradicional, mas segue diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil e orientações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
Embora não seja exigida habilitação formal como em aeronaves convencionais, é altamente recomendado que o piloto realize cursos com instrutores qualificados. A formação inclui noções de meteorologia, navegação, segurança e controle do equipamento.
Linha cortante
Já a soltura de pipas com linhas cortantes – situação que pode ter relação com a queda da aeronave em Lucélia – o estado de São Paulo tem lei que proíbe as linhas cortantes. Segundo define o artigo 1º da Lei Nº 17.201, de 4 de novembro de 2019, “Ficam proibidos o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes compostas de vidro moído conhecido como cerol, bem como a importação de linha cortante e industrializada obtida por meio da combinação de cola madeira ou cola cianoacrilato com óxido de alumínio ou carbeto de silício e quartzo moído, ou qualquer produto ou substância de efeito cortante independente da aplicação ou não destes produtos nos fios ou linhas, conhecido como linha chilena/linha indonésia, utilizadas para soltar pipas”.
O desafio, portanto, é a fiscalização para identificar e punir quem produz, comercializa ou utiliza esses materiais.
(Ocorrência em andamento. Conteúdo sujeito a atualizações).