Cidades

MP cobra R$ 66,4 milhões de condenados em ação sobre fraude em obras habitacionais em Dracena

Execução de sentença envolve condenados no esquema conhecido como “Máfia das Casinhas”.

Por: Da Redação atualizado: 11:22
(Imagem ilustrativa/GovSP). (Imagem ilustrativa/GovSP).

O Ministério Público do Estado de São Paulo ingressou com uma ação de cumprimento de sentença para cobrar mais de R$ 66,4 milhões de pessoas físicas e jurídicas condenadas por atos de improbidade administrativa relacionados a fraudes em contratos de construção de moradias populares em Dracena. A medida foi ajuizada pelo promotor Antônio Simini Junior após o trânsito em julgado da ação civil pública que investigou irregularidades ocorridas entre os anos de 2005 e 2007.

A execução de sentença foi protocolada pela 1ª Promotoria de Justiça de Dracena e tem como alvo 15 réus condenados na ação movida pelo Ministério Público em 2011. Entre eles estão o ex-prefeito de Dracena, Élzio Stelato Júnior, empresários, engenheiros, contadores e empresas que, segundo as investigações e decisões judiciais, participaram do esquema fraudulento.

De acordo com o Ministério Público, um dos principais nomes apontados nas investigações é o empresário e engenheiro civil Francisco Emílio de Oliveira, conhecido regionalmente como “Chiquinho da CDHU”. Conforme a Promotoria, ele foi identificado como mentor do esquema que utilizava empresas para fraudar licitações, superfaturar contratos e desviar recursos públicos destinados à construção de unidades habitacionais populares em diversos municípios paulistas, incluindo Dracena.

O Siga Mais fez contato com o advogado que representa o ex-prefeito Élzio Stelato Júnior, no processo. Até o fechamento deste conteúdo e sua publicação, a reportagem não recebeu manifestação. Não foi possível localizar os representantes dos demais envolvidos. O espaço segue à disposição de todos os envolvidos. 

Élzio Stelato Júnior foi prefeito em Dracena por dois mandatos. O primeiro, de 2001 a 2004, e o segundo entre 2005 a 2008.

Publicidade

Unimed Adamantina
Parfum Perfumes Importados

Publicidade

Dr. Paulo Tadeu Drefahl | Cirurgião Plástico
Rede Sete Supermercado

Operação Pomar e “Máfia das Casinhas”

A ação civil pública teve origem em investigações conduzidas pela Promotoria de Justiça de Dracena, posteriormente reforçadas por elementos obtidos durante a chamada Operação Pomar, da Polícia Federal. As apurações revelaram um amplo esquema de corrupção envolvendo obras habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), episódio que ficou conhecido na região como “Máfia das Casinhas”.

Segundo o Ministério Público, o esquema mobilizou investigações cíveis e criminais contra dezenas de pessoas, incluindo agentes públicos, empresários e ex-prefeitos de municípios da região de Presidente Prudente. As apurações tiveram grande repercussão política à época, diante da suspeita de repasses irregulares e pagamento de propinas envolvendo lideranças com influência regional.

Valores cobrados

Na execução de sentença, o Ministério Público busca garantir o cumprimento das condenações financeiras impostas pela Justiça. Os valores incluem ressarcimento ao erário, multas civis e indenização por danos morais coletivos. Somadas, as cobranças alcançam R$ 66.492.515,53.

Conforme os cálculos apresentados pelo Ministério Público, o valor atualizado do ressarcimento ao erário chega a R$ 2.608.461,19. Já a multa civil aplicada aos condenados soma R$ 4.026.598,26. Além disso, foi fixada indenização por danos morais coletivos no valor atualizado de R$ 290.423,37 para parte dos réus.

A ação de execução requer que os condenados efetuem o pagamento dos débitos no prazo legal de 15 dias. Caso não haja pagamento voluntário, os valores poderão ser acrescidos de multa processual, conforme previsto no Código de Processo Civil.

Publicidade

WV Leilões
Cocipa - Venha ser um cooperado

Publicidade

JVR Segurança
Supermercado Godoy

Recursos para os cofres públicos e fundos sociais

Segundo informações divulgadas pela Promotoria, dos mais de R$ 66 milhões cobrados judicialmente, R$ 63 milhões deverão ser destinados aos cofres públicos do Município de Dracena a título de reparação dos danos causados ao erário e pagamento das multas civis. Outros R$ 3,48 milhões referentes aos danos morais coletivos deverão ser revertidos ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Dracena.

Condenações já em vigor

Além das sanções financeiras, a decisão judicial determinou a suspensão dos direitos políticos dos condenados pelo prazo de cinco anos e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período. Segundo o Ministério Público, essas penalidades já foram devidamente registradas e estão sendo cumpridas.

A execução de sentença representa uma nova etapa de um dos processos de improbidade administrativa de maior repercussão na região, iniciado há mais de uma década e que agora entra na fase de cobrança dos valores reconhecidos pela Justiça após o encerramento definitivo dos recursos judiciais.

Publicidade

Prefeitura de Adamantina
Sincomercio Dia dos Namorados
Cóz Jeans
Anderson Veículos Adamantina

Publicidade

ADT Drone