Cidades

Chuva intensa provoca alagamentos e estragos em Adamantina

Temporal em curto intervalo provocou enxurradas, derrubou motocicletas e danificou infraestrutura.

Por: Da Redação atualizado: 14 de outubro de 2026 | 15h43
Enxurrada e ruas inundadas no centro de Adamantina (Cedidas/ Eliana Zanon e Douglas Benite). Enxurrada e ruas inundadas no centro de Adamantina (Cedidas/ Eliana Zanon e Douglas Benite).

Uma chuva volumosa em um curto intervalo de tempo provocou alagamentos e estragos em Adamantina nesta terça-feira (13). A força da água causou enxurradas, derrubou motocicletas, arrastou sujeira e danificou pontos do asfalto e calçadas.

Os alagamentos atingiram locais conhecidos pelos moradores, que voltaram a registrar acúmulo de água durante o temporal. Entre os pontos afetados estão a quadra da Avenida Deputado Cunha Bueno, entre as ruas Nove de Julho e Joaquim Nabuco, em frente ao salão social da ACREA; a Rua General Isidoro, na altura do cruzamento com a Avenida Capitão José Antônio de Oliveira, nas proximidades do Ave Cristo; a Alameda dos Expedicionários, entre a Rua Euclides da Cunha e a Avenida Santo Antônio; e a Avenida da Saudade, na região do Poupatempo.

Região da Rua Nove de Julho x Av. Dep. Cunha Bueno (Cedida/Douglas Benite).

Os pontos afetados estão sendo mapeados para um levantamento mais detalhado pelas autoridades.

Chuva acumulada em uma hora chegou a 22,1 milímetros

Dados do CIIAGRO (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), cuja estação meteorológica automática está instalada na Apta Regional, na Estrada 14, zona rural de Adamantina, indicam que o volume de chuva registrado entre 13h e 14h desta terça-feira foi de 22,1 milímetros.

Região da Rua General Isidoro x Av. Capitão José A. de Oliveira (Cedida/Li Zanon).

Na hora seguinte, entre 14h e 15h, foram registrados mais 0,3 milímetro. A temperatura do ar no momento da chuva era de 23,8°C.

A concentração de um volume expressivo de precipitação em um período curto favoreceu a formação de enxurradas e os alagamentos observados em diferentes pontos da cidade.

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Defesa Civil prevê mais chuva em São Paulo

A chuva desta terça-feira já estava prevista nos alertas da Defesa Civil do Estado de São Paulo, que indicavam a possibilidade de acumulados expressivos.

Em boletim divulgado na segunda-feira (12), o órgão estadual informou que, para esta quarta-feira (14), são esperadas chuvas generalizadas, de intensidade moderada a forte, com maiores acumulados nas regiões oeste, sul, centro e leste paulista.

Região da Rua General Isidoro x Av. Capitão José A. de Oliveira (Cedida/Li Zanon).

Para quinta-feira (15), a previsão indica a continuidade das pancadas de chuva em todo o território estadual, com possibilidade de volumes expressivos principalmente nas regiões que fazem divisa com Minas Gerais.

O cenário mantém a atenção para a ocorrência de novos episódios de chuva intensa, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos e enxurradas.

Região de Presidente Prudente teve mais de 21 mil raios em 12 horas

As instabilidades também foram acompanhadas por descargas atmosféricas e rajadas de vento na região de Presidente Prudente.

Segundo informações da Energisa Sul-Sudeste, as chuvas intensas que atingiram a região na madrugada desta terça-feira vieram acompanhadas de maior incidência de ventos e raios.

 Região tem mais de 21 mil raios em 12 horas (Cedida/Energisa).

 

De acordo com dados do NetClima, instituto meteorológico acompanhado pela concessionária de energia, foram registrados mais de 21 mil raios entre as 20h de segunda-feira (12) e as 8h desta terça-feira (13).

Em pontos específicos, as rajadas de vento chegaram a 70 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Setembro teve chuva 273% acima da média histórica em Adamantina

O episódio de chuva intensa ocorre em um período marcado por volumes de precipitação acima da média histórica no município.

 Setembro teve chuva acima da média história em Adamantina (Arquivo/Siga Mais).

Até 24 de setembro, Adamantina havia registrado 173,4 milímetros de chuva, volume 273% superior à média histórica para o mesmo intervalo. Os dados são do Grupo Storm, consultoria meteorológica que atende a concessionária Energisa, e consideram uma série histórica iniciada em 1997.

A média histórica de precipitação entre os dias 1º e 24 de setembro é de 46,4 milímetros. Com o volume acumulado neste ano, setembro de 2026 ocupava a segunda posição entre os períodos mais chuvosos da série histórica, considerando o mesmo recorte de datas.

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Primavera deve combinar calor intenso e temporais

O cenário de setembro ocorre durante a transição para a primavera, estação que, conforme prognósticos meteorológicos divulgados anteriormente, deverá combinar períodos de calor intenso com episódios de instabilidade e chuva.

As projeções indicam a possibilidade de precipitações acima da média em áreas do Sudeste, incluindo São Paulo, ao mesmo tempo que são esperadas temperaturas superiores aos padrões históricos em boa parte do país.

Outro fator acompanhado pelos meteorologistas é a evolução do El Niño, fenômeno que influencia os padrões de circulação atmosférica e pode provocar alterações na distribuição das chuvas e das temperaturas.

Em Adamantina, os registros recentes refletem essa combinação de condições: volumes elevados de precipitação em determinados períodos, temporais com potencial para provocar transtornos e episódios de calor intenso.

Com a previsão de continuidade das instabilidades nos próximos dias, a orientação é que a população acompanhe os avisos da Defesa Civil e redobre a atenção durante temporais, especialmente em locais sujeitos a alagamentos, enxurradas e queda de árvores ou galhos.

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