Ensino

Estudantes da Escola Helen Keller propõem ações para melhorar a convivência e preservar patrimônio

Projetos foram desenvolvidos pelos estudantes, após reflexões promovidas durante tutoria.

Por: Da Assessoria atualizado: 11:26
Estudante mobilizado na iniciativa (Cedida/HK). Estudante mobilizado na iniciativa (Cedida/HK).

Estudantes da Escola Estadual Helen Keller, de Adamantina, entregaram na última semana à diretora Eunice Ramos da Cruz Oliveira uma carta aberta com propostas para enfrentar desafios de convivência na unidade. O documento é resultado do “Projeto Tutoria em Ação: Estudantes Construindo Soluções”, conduzido sob orientação dos Professores Tutores Everton Santos e Wiverson Moura Silva e dos estudantes de psicologia do Centro Universitário de Adamantina (FAI), Iago Caires Gentil e Jean Carlo Arrabal, sob a orientação do professor Luís Santo Schicotti.

Na carta, os estudantes apontam fatores que prejudicam o ambiente de aprendizagem e apresentam sugestões para resolver a situação. Entre as medidas, defendem ampla divulgação e retomada das regras de convivência, além da afixação de cartazes nas salas.

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O grupo ainda destaca a importância de reuniões periódicas com pais e responsáveis para alinhar expectativas, além da promoção de rodas de conversa mediadas entre alunos, professores e gestão para mediar conflitos e construir acordos coletivos.

Diretora recebe propostas dos estudantes (Cedida/HK).

Como incentivo aos bons exemplos, de turmas e estudantes, os estudantes envolvidos no projeto propõem adoção de medidas de reconhecimento.

Paralelamente, os estudantes organizaram o “Projeto Cuidar. A escola também é sua!”, com foco na conservação do patrimônio público da unidade de ensino. A proposta prevê engajar alunos, professores e funcionários por meio de mutirões mensais, nos quais cada turma adota um ambiente, e da confecção de cartazes de conscientização com frases diretas sobre respeito ao espaço comum.

Também estão previstas ainda campanhas educativas com rodas de conversa bimestrais sobre o custo da depredação e blitz do Grêmio Estudantil e líderes de turma nos intervalos para diálogo com os colegas, utilizando comunicação não-violenta baseada na linguagem dos próprios alunos, evidenciando impactos concretos como a relação entre danos ao patrimônio e a falta de outros recursos

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Como primeiro passo, representantes do Grêmio Estudantil, líderes de turmas e representantes da gestão participaram de uma reunião para definir o tema dos cartazes, a data do primeiro mutirão e a criação do formulário, priorizando ações que dependem apenas de mobilização.

Aluna participa das dinâmicas na Escola (Cedida/HK).

Ambas as iniciativas reforçam o caráter pedagógico do projeto, sempre com o protagonismo dos estudantes e participação efetiva representantes do Grêmio e dos líderes de turma, com apoio da direção.

Os estudantes envolvidos nas ações destacam que respeito se constrói com diálogo e limites bem definidos e se colocam à disposição para ajudar na divulgação das regras, na organização das rodas de conversa e no incentivo aos colegas.

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