Polícia

Em Tupã, padre que armazenava vídeos de exploração sexual infantil é condenado pela justiça

Padre foi condenado a um ano de prisão em regime aberto, transformada em restritiva de direitos.

Por: G1 Bauru e Marília atualizado: 11 de julho de 2023 | 11h11
Religioso chegou a ser preso em 2019 (Reprodução/Mais Tupã). Religioso chegou a ser preso em 2019 (Reprodução/Mais Tupã).

O padre Denismar Rodrigo André, de 46 anos, foi condenado pela 1ª Vara Criminal de Tupã por manter arquivos digitais de exploração sexual infantil e terá que pagar quatro salários mínimos, além de dez-dias multas e taxa judiciária pelo caso. A medida foi divulgada na última quinta-feira (6), em publicação no Diário Eletrônico do Tribunal de Justiça de SP.

Denismar era administrador paroquial em Marília, mas tinha família e origem em Tupã, onde o material foi apreendido na casa dele, durante uma operação da Polícia Civil em 2019 (relembre).

Segundo a Polícia Civil, no local, HD, pen drive, computadores e celular, que estavam com material de exploração sexual, além de brinquedos, bonecas e ursos de pelúcia.

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À época, o padre confessou à polícia ter feito o download das imagens. Contudo, negou que compartilhava e que havia praticado crimes contra crianças. “Ele disse que só baixava para olhar nos arquivos, até o momento, não há denúncias de que ele seja autor de algum abuso sexual físico contra crianças”, disse a delegada da Defesa da Mulher, Cristiane Camargo Braga, em 2019, data da prisão.

O padre prestou depoimento e foi autuado por armazenamento de pornografia infantil. Após pagamento de fiança, ele foi liberado e respondia pelo crime em liberdade.

Na decisão proferida pela Justiça de Tupã na quinta-feira, Denismar foi condenado a um ano de prisão em regime aberto, além dos dez-dias multas. Mas, por uma série de fatores, que incluem o curto prazo de pena, os bons antecedentes e a situação sem violência física, a pena foi transformada em restritiva de direitos.

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A sentença também deu a ele o direito de recorrer em liberdade contra a condenação. A taxa judiciária a ser paga será de comunidades fiscais do estado, aproximadamente R$ 3,5 mil.

Em nota, a Diocese de Marilia informou que notificou o Vaticano e aguarda orientações para tomar providências. Veja a íntegra do comunicado abaixo:

(Reprodução/G1).

Operação 'Querubim'

O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-4) deflagrou, em 2019, a operação "Querubim", em combate a exploração sexual infantil na internet, em oitos cidades da região de Bauru.

As prisões e o mandados de busca e apreensão foram realizados nas cidades de Bauru, Jaú, Pederneiras, Ourinhos, Tupã, Ubirajara, Promissão e Marília. Cerca de 70 policiais foram mobilizados na operação.

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