Ensino

Funcionários do quadro de apoio escolar da rede estadual de ensino começam a semana com paralisação

Quadro de apoio reclama por reajuste e recuperação das perdas salariais.

Por: Da Redação atualizado: 18:32
Categoria protestou nesta segunda-feira em frente à Secretaria Estadual da Educação, em São Paulo (Reprodução). Categoria protestou nesta segunda-feira em frente à Secretaria Estadual da Educação, em São Paulo (Reprodução).

Funcionários do quadro de apoio escolar da rede estadual de ensino paralisaram suas atividades nesta segunda-feira (18) em todo o estado de São Paulo. Servidores de unidades escolares vinculadas à Diretoria Regional de Ensino de Adamantina aderiram ao movimento na cidade e outras localidades da Nova Alta Paulista. Na Praça da República, em frente à sede da Secretaria Estadual da Educação, em São Paulo, houve protesto da categoria.

Em Adamantina, Lucélia, Osvaldo Cruz e Sagres houve paralisação total ou parcial, em diferentes unidades de ensino, com adesão sobretudo de funcionários que trabalham nos pátios e secretarias das escolas. Esses profissionais se sentem excluídos dos incentivos e ganhos salariais dirigidos pelo Governo do Estado de São Paulo ao magistério, que não contemplam o quadro de apoio escolar.

Os funcionários destacam que estão sem plano de carreira, reajuste salarial e reposição das perdas da inflação acumuladas nos últimos anos. O descontentamento da categoria ganhou força após o anúncio do pagamento de abono salarial ao magistério, feito na última sexta-feira (15) pelo governo paulista (abaixo, mais informações), que contemplou professores e demais quadros do magistério (diretores, coordenadores, supervisores e dirigentes regionais de ensino), deixando de fora os trabalhadores do quadro de apoio.

A paralisação é temporária e as unidades escolares devem voltar à sua normalidade nesta terça-feira 19). Caso não haja mudanças, há previsão de greve para 3 de novembro.

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Ficaram de fora

Na última sexta-feira (15), Dia do Professor, o governador João Doria, junto ao Secretário Estadual da Educação Rossieli Soares, anunciou investimentos no valor de R$1,55 bilhão para o pagamento do abono salarial a aproximadamente 190 mil servidores do quadro do magistério da rede pública estadual, incluindo os temporários. O Projeto de Lei que autoriza o pagamento do abono será enviado para a Assembleia Legislativa de SP ainda no mês de outubro.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, todos os profissionais do quadro do magistério com exercício efetivo no ano de 2021, efetivos ou não, receberão o benefício. Integram o quadro do magistério: dirigentes regionais de ensino, diretores de escola, professores da educação básica I (PEB I), professores da educação básica II (PEB II), professores II, supervisores de ensino e coordenadores pedagógico.

Servidores do quadro de apoio, que trabalham nos pátios e secretarias das escolas, por exemplo, ficaram de fora.

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