Tupã realiza Semana Mundial de Aleitamento Materno
Prefeitura de Tupã e Hospital São Francisco de Assis promovem atividades de conscientização e visibi
A prefeitura de Tupã, através da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Hospital São Francisco de Assis e Fundação Abrinq, desenvolve até sábado a Semana Mundial de Aleitamento Materno.
Criada em 1992 pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), a Semana Mundial de Aleitamento Materno, conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Fundação ABRINQ pelos Direitos da Criança e do Adolescente, tem o objetivo de facilitar e fortalecer a mobilização social para a importância da amamentação.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Rosângela Urel, neste ano o tema da semana será “Amamentação e Trabalho: Para Dar Certo o Compromisso é de Todos” e tem por objetivo conectar os esforços multidimensionais de todos os setores que permitam às mulheres trabalhar e amamentar todos os lugares.
“A Semana Mundial de Aleitamento Materno 2015 concentra os esforços na defesa dos direitos das que trabalham e amamentam. Em Tupã serão desenvolvidas várias atividades em parceria com o Hospital São Francisco, buscando mobilizar a comunidade para incentive as mães que trabalham a continuar amamentando após o término do período de licença maternidade e o retorno ao trabalho”, afirmou.
Segundo Rosângela, as atividades foram iniciadas no sábado com uma “mamada comunitária” no hospital São Francisco, tendo sequencia na noite de ontem, com a realização de palestra sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno, ministrada pela equipe do Hospital São Francisco na sede do Grupo de Empreendedores Tupãenses (GET).
A programação continua ontem (4), com oficina para mães doadores, que aconteceu no Banco de Leite do Hospital São Francisco. Também ontem a equipe do hospital realizou visitas a creches da cidade, onde desenvolveram rodas de conversas sobre os resultados pós-treinamento do uso de copinho e sala de amamentação.
Na quinta-feira (6), será realizada nova palestra sobre a Semana Mundial de Aleitamento Materno no próprio Hospital São Francisco de Assis. Dando sequência à programação, também nesta quinta-feira, será realizada Oficina de Sensibilização, das 13 às 16 horas, no Centro de Educação Integrada (CEI).
De acordo com a secretária de Saúde, as atividades da oficina começam às 13 horas, com o acolhimento dos participantes. Em seguida, às 13h30, será ministrada a palestra “Mulher, Trabalho e Amamentação”.
Os trabalhos continuam às 14h10, com a divisão dos grupos de trabalho, que analisarão e discutirão a resolução das situações problemas. Às 15 horas haverá apresentação dos grupos de trabalho e às 15h40, encerramento dos trabalhos com café da tarde.
Direitos
Atualmente, as mulheres têm, asseguradas por lei, direito a um período que varia entre quatro a seis meses de licença maternidade. Em órgãos públicos, o afastamento acontece por seis meses, enquanto na maioria das empresas privadas, funcionárias têm apenas quatro meses para acompanhar seus bebês recém-nascidos.
O governo garante também um incentivo fiscal para empresas que optem por estender o período para um semestre. Uma vez de volta ao trabalho, essas mulheres também têm o direito, durante 15 dias, a duas pausas de 30 minutos por expediente para fazer a coleta do leite ou amamentar seus bebês.
Os problemas apontados por mulheres, que encontram dificuldade em amamentar os filhos no primeiro quadrimestre de vida, tem levado a um esforço popular na ampliação da licença maternidade para mães do setor privado assim como do público.
Um grave problema decorrente das dificuldades enfrentadas pelas mães é o desmame precoce. O estímulo para a produção de leite pela mama é a sucção ou retirada. Quando o estímulo não acontece, a tendência é a queda na produção. Para quem não tem a opção de fazer a ordenha no trabalho, seja por falta de espaço apropriado para retirada ou conservação, a tendência muitas vezes é de descarte do leite.
Apesar das recomendações da OMS de manter o aleitamento materno exclusivo por seis meses, a média brasileira está muito aquém a isso. Atualmente, 54 dias é a média brasileira de aleitamento materno exclusivo.
Amamentação diminui mortalidade infantil
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as crianças recebam somente leite materno até aos 6 meses de idade e, de forma complementar até aos 2 anos de idade.
O incentivo é importante porque o leite materno promove o melhor desenvolvimento do bebê, previne doenças alérgicas e diminui o índice de obesidade e diabetes em crianças que mamam por um período maior.
Estima-se que a amamentação pode evitar 13% das mortes de crianças com menos de 5 anos em todo o mundo. Crianças não amamentadas têm um risco três vezes maior de desidratarem e de morrerem por diarreia quando comparadas com as amamentadas.
O aleitamento exclusivo nos primeiros seis meses também evita infecção respiratória; diminui o risco de alergia à proteína do leite de vaca, de dermatite atópica e de outros tipos de alergias, incluindo asma e sibilos recorrentes
O aleitamento materno apresenta ainda benefícios a longo prazo contra riscos de hipertensão, colesterol alto e diabetes, reduz em 22% a chance de sobrepeso/obesidade e garante todos os nutrientes essenciais para o crescimento e o desenvolvimento das crianças.
Pesquisas também apontam efeito positivo na inteligência, já que crianças amamentadas apresentam vantagem nesse aspecto quando comparadas com as não amamentadas. A amamentação ajuda no melhor desenvolvimento da cavidade bucal, já que o exercício que a criança faz para retirar o leite da mama é fundamental para o alinhamento correto dos dentes e uma boa oclusão dentária.
O leite materno contribui ainda na proteção contra câncer de mama; estima-se que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação.
A amamentação é um excelente método anticoncepcional nos primeiros seis meses após o parto com 98% de eficácia contra uma nova gravidez. O aleitamento promove o vínculo afetivo entre mãe e filho, sendo um oportunidade vital para a criança aprender a se comunicar com afeto e confiança. Por fim, garante também uma melhor qualidade de vida, pois crianças amamentadas adoecem menos e se desenvolvem melhor.