Cidades

Relógio da Matriz passa por reparos e volta a operar nos próximos dias

Mesmo com lei municipal que fixa responsabilidade à Prefeitura, manutenção é feita pela Igreja.

Por: Da Redação atualizado: 1 de outubro de 2015 | 09h08
Área interna do relógio no alto da torre da Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto: Milton Ura/No Click do Senhor). Área interna do relógio no alto da torre da Igreja Matriz de Santo Antônio (Foto: Milton Ura/No Click do Senhor).

O relógio da Igreja Matriz de Santo Antônio, um marco histórico e referência de Adamantina, está passando por manutenção e deve voltar a funcionar nos próximos dias. A reportagem do SIGA MAIS procurou os representantes da Igreja depois de reclamações de moradores, nas redes sociais.
Segundo o coordenador do Conselho de Assuntos Econômicos da Paróquia (CAEP), Joaquim Odair Sichieri, o relógio passa atualmente por manutenção decorrente de problemas supostamente provocados pela oscilação e quedas na rede de energia elétrica, que atingem, com frequência, toda a cidade.
Recentemente, depois de uma situação dessa natureza, o equipamento parou de funcionar, exigindo o acionamento de um técnico, que deslocou a Adamantina, realizou o diagnóstico, apurou as causas e indicou as medidas reparadoras. Entre as quais, substituição de um componente do sistema eletrônico que automatizou o relógio.

Lei Municipal atribui responsabilidade da manutenção à Prefeitura

O relógio da Igreja Matriz é uma estrutura de utilidade pública que, por meio de Lei Municipal Nº 513, de 28 de dezembro de 1959, toda a responsabilidade de manutenção e despesas de energia elétrica é da Prefeitura de Adamantina. Mais adiante, em 21 de fevereiro de 1966, foi aprovada a Lei Municipal Nº 815, reafirmando, à Prefeitura de Adamantina, a responsabilidade pelos consertos, reparos e custeio de energia elétrica.
Duas ações nesse sentido foram realizadas nos últimos 15 anos, pela Prefeitura de Adamantina. A primeira delas foi uma ampla revisão na estrutura do relógio e a implantação de um sistema automatizado para controle das horas e acionamento dos sinos, o que ocorreu em 2001, no governo do então prefeito José Laércio Rossi, quando o relógio parou definitivamente de funcionar. A manutenção efetiva, para a implantação da automação, ocorreu somente em 2004. Porém, a opção adotada pela Prefeitura, na escolha da proposta, não foi positiva, apresentando problemas em um curto espaço de tempo, porém, ficando mantidas as despesas de custeio e manutenção, sob responsabilidade da Igreja.
Já em 2005, considerando os problemas no projeto executado no ano anterior – quando foi realizada a automação do relógio –, os dirigentes da igreja procuraram o novo prefeito, Kiko Micheloni, buscando sensibilizá-lo sobre a reponsabilidade do poder público e buscar apoio para a correção dos problemas e a implantação, de fato, de um sistema que automatizado mais adequado às necessidades da estrutura. Assim, a segunda iniciativa de vulto, de contribuição da Prefeitura no custeio da estrutura do relógio foi em 2005/2006, no governo do prefeito Kiko Micheloni onde, a partir de parceria, migrou-se para o atual sistema automatizado, o que vinha funcionando regularmente até então, quando há cerca de dois meses os equipamentos eletrônicos foram danificados por descarga elétrica de tempestade, foram realizados os reparos e realizada uma revisão geral. Essa última revisão, há cerca de dois meses, foi integralmente custeada com recursos da Igreja.
E agora, há cerca de uma semana ocorreu uma nova interrupção no funcionamento do relógio, o que, segundo Joaquim Sichieri, exigiu novamente a mobilização da organização católica, que contratou os serviços e vai executar os reparos, com a substituição de um novo componente eletrônico, prestes a ser entregue, instalado e assim, permitir a retomada da sua operação.

Automação do relógio e sinos

A estrutura de automação do relógio e sinos da Igreja Matriz de Santo Antônio permitiu que a antiga casa de máquinas, operada mecanicamente, recebesse um conjunto de equipamentos eletrônicos, computadorizados, que fazem o controle das horas, giro dos ponteiros e acionamento dos sinos. Os serviços, em 2005/2006 foram realizados por profissional especializado em automação industrial, e funcionara sem problemas por cerca de uma década, e foram prejudicados tão somente há cerca de dois meses, e há cerca de uma semana, em razão de sobrecarga decorrente de descarga elétrica (raios). Os ponteiros são tracionados e controlados a partir dos dispositivos eletrônicos e os sinos são acionados por dispositivos pneumáticos com ar pressurizado, a partir de comandos eletrônicos.
Um display de controle e programação está instalado na base da torre, que se comunicam com a casa de máquina por meio de cabos e conectores.

Estrutura está à disposição para prefeitura assumir seu custeio e manutenção

O coordenador do Conselho de Assuntos Econômicos da Paróquia (CAEP), Joaquim Odair Sichieri, disse ao SIGA MAIS que a estrutura do relógio, na torre da Igreja Matriz, está à disposição para Prefeitura Municipal, para que, de fato, assuma as responsabilidades pelo seu custeio e manutenção, conforme fixam as Leis Municipais Nº 513, de 28 de dezembro de 1959 e Nº 815, de 21 de fevereiro de 1966.

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