Cidades

Prefeitura de Londrina corre contra o tempo para reaver terreno doado à Couroada

Área avaliada em R$ 27 mi está na lista de bens a serem leiloados para pagar dívidas trabalhistas.

Por: Jornal de Londrina
Área avaliada em R$ 27 mi está na lista de bens a serem leiloados para pagar dívidas trabalhistas (Foto: Internet). Área avaliada em R$ 27 mi está na lista de bens a serem leiloados para pagar dívidas trabalhistas (Foto: Internet).

A Prefeitura de Londrina (PR) vai tentar evitar o leilão determinado pela Justiça do Trabalho de um terreno doado em 2007 à Couroada Indústria e Comércio de Couros Ltda. A empresa fechou as portas em Londrina e a 5ª Vara do Trabalho determinou o leilão do imóvel para quitar uma dívida trabalhista no valor de R$ 19,8 mil, em valores de fevereiro deste ano. A área, que tem 36,3 hectares, foi avaliada em R$ 27,8 milhões. O lance mínimo no leilão, marcado para o dia 12 de novembro, é de R$ 16,7 milhões. Como a condição para que a área permanecesse sob propriedade da empresa era a manutenção dos empregos, a Prefeitura entrou com uma ação de reintegração de posse para retomar a área.
O procurador Geral do Município, Paulo Valle, disse que a Prefeitura vai informar a Justiça do Trabalho sobre a ação de reintegração de posse para cancelar o leilão. “Quando entramos com a ação [de reintegração de posse] notificamos vários órgãos e a Justiça do Trabalho. Precisamos saber se o juiz recebeu o nosso ofício”, declarou Valle. Segundo ele, se o leilão não for cancelado, a Prefeitura pretende “judicializar a questão”, pedindo o leilão para evitar a venda e a perda da área pelo Município.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Bruno Veronesi, disse que, ao saber do agendamento do leilão do imóvel, já comunicou a Procuradoria do Município. Ele explicou houve descumprimento da lei municipal que doou a área para a Couroada – em 2007, durante a gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT) –, que previa a geração de, no mínimo, 400 empregos. A empresa trabalhava com o curtimento de couro bovino.

Sumiço

Veronesi disse que a empresa fechou as portas e deixou a cidade sem informar a Prefeitura. “Não conseguimos nem encontrar eles para notificá-los [sobre a reintegração de posse]. Ninguém tem interesse em fechar uma empresa, o que menos se quer é que ela feche. Até porque, enquanto estiver aberta é possível até negociar”, declarou o presidente da Codel. Segundo ele, se o poder público soubesse da intenção da Couroada em fechar as portas, poderia fazer uma intermediação com algum interessado em se instalar na cidade, o que manteria os postos de trabalho.
O vereador Roberto Fu (PDT), que estava na Câmara em 2007, quando a doação foi aprovada, lamentou a situação. O pedetista lembrou que, quando o projeto de doação tramitou, ele contestou a medida, mas acabou “convencido” pela importância da empresa. “Hoje vemos um resultado lamentável: um terreno daquele tamanho que poderia abrigar muitas empresas de Londrina, infelizmente está indo a leilão. Depois que bater o martelo e leiloar, vai ser muito difícil recuperar algo. Vamos correr contra o tempo para esse terreno voltar para o Município”, discursou. (Fonte: Jornal de Londrina)

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