Incêndio em penitenciária de Marília deixa sete detentos mortos e 13 hospitalizados
Incêndio teve início após um detento atear fogo aos próprios pertences.
Um incêndio na tarde desta terça-feira (25) na Penitenciária de Marília resultou na morte de sete detentos e deixou outros 13 hospitalizados por intoxicação por fumaça. As informações foram confirmadas pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que divulgou nota oficial sobre a ocorrência.
De acordo com a SAP, incêndio teve início no setor de inclusão da unidade após um detento atear fogo aos próprios pertences. Agentes penitenciários também foram expostos à fumaça e precisaram de atendimento médico.
Dados repassados pela Prefeitura de Marília ao portal G1 apontam que 20 pessoas receberam atendimento:
– Hospital das Clínicas (HC): quatro pacientes, sendo dois óbitos e dois em estado grave;
– Santa Casa: três pacientes, todos em estado grave e intubados;
– UPA Norte: cinco atendimentos, sendo quatro casos leves e um moderado;
– UPA Sul: três atendimentos, todos leves;
– No local (presídio): cinco mortes confirmadas pelo atendimento inicial.
Atendimento à ocorrência
Policiais penais realizaram o primeiro combate às chamas até a chegada do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestaram socorro às vítimas. Equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e da Força Tática também atuaram na contenção do incêndio. A SAP informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias do caso e que está em contato com as famílias das vítimas, oferecendo os esclarecimentos necessários.
Nota da SAP (íntegra):
“A Secretaria da Administração Penitenciária lamenta profundamente o incêndio ocorrido na tarde desta terça-feira (25/11), no setor de inclusão da Penitenciária de Marília, após um interno atear fogo em seus pertences. Os policiais penais realizaram o primeiro combate às chamas até a chegada dos Bombeiros e das equipes do SAMU, que prestaram atendimento aos feridos. Ao todo, sete internos vieram a óbito em decorrência da inalação de gases tóxicos produzidos pelo incêndio proposital. Outros sete seguem sob cuidados médicos. A SAP instaurou procedimento para apurar o caso e está em contato com as famílias das vítimas para prestar todos os esclarecimentos necessários.”