Cidades

Fonte em praça tem água parada; após pedido de informações do Siga Mais, Prefeitura manda limpar

Siga Mais questionou Prefeitura, para reportagem. Pouco depois local recebeu manutenção.

Por: Da Redação atualizado: 20 de fevereiro de 2023 | 10h21
O antes e depois na nova fonte da Praça Élio Micheloni (Siga Mais). O antes e depois na nova fonte da Praça Élio Micheloni (Siga Mais).

O Siga Mais recebeu nesta quinta-feira (16) denúncia de moradora sobre a presença de água parada, verde, na fonte da Praça Élio Micheloni, centro de Adamantina. O local fica a poucos metros da Prefeitura Municipal onde o prefeito, dois dias antes, em seu gabinete, decretou situação de emergência em saúde pública em razão da dengue. A medida emergencial foi tomada tendo como elementos dois óbitos suspeitos pela doença, mais de 370 casos confirmados e quase mil notificações, todos nestes dois primeiros meses do ano.

Praça Élio Micheloni: quinta-feira, 16 de fevereiro, 13h36 (Siga Mais).Praça Élio Micheloni: quinta-feira, 16 de fevereiro, 13h36 (Siga Mais).

Na decretação da situação de emergência os agentes públicos municipais destacam apelos para que os moradores evitem o acúmulo de água parada em seus imóveis. Porém, a administração municipal falhou na sua própria lição de casa, ao negligenciar o cenário de perigo a poucos metros do Paço Municipal. Havendo ou não criadouros do mosquito Aedes aegypti na água verde da praça central, a situação não é exemplo quando a administração pública faz pedidos dirigidos à população.

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Após receber a denúncia de moradora, o que ocorreu às 12h47 desta quinta-feira por meio das redes sociais, o Siga Mais foi ao local e confirmou a situação narrada. Uma hora depois, às 14h, o Siga Mais enviou questionamentos à Prefeitura de Adamantina, encaminhado aos e-mails imprensa@adamantina.sp.gov.br, com cópias para saude@adamantina.sp.gov.br, vep@adamantina.sp.gov.br, controledevetores@adamantina.sp.gov.br e gabineteadt@adamantina.sp.gov.br.

Efeito Siga Mais: sexta-feira, 17 de fevereiro, 12h52 (Siga Mais).

A resposta recebida pelo Siga Mais foi enviada pelo Departamento de Controle de Vetores, que verificou o caso, constatou o cenário relatado pela reportagem e também informou ter realizado cobranças internas. “Realizamos a vistoria na Praça Élio Micheloni e também solicitamos providências em relação aos locais que acumulam água. Continuaremos acompanhando o local até que os problemas sejam resolvidos”.

Na manhã desta sexta-feira (17), poucas horas depois dos questionamento do Siga Mais ao poder público, o local recebeu manutenção.

Caixas com água em área institucional no Residencial Eldorado

Ainda no ambiente de preocupação vivenciado por parte dos moradores, diante do volume de casos de dengue confirmados em moradores locais, inclusive com óbitos suspeitos sob investigação e a decretação de situação de emergência em saúde pública, o Siga Mais recebeu uma outra denúncia de morador, também nesta semana, relacionada à presença de três caixas de água abertas, em uma área institucional (pública) localizada na Rua Topázio, no Residencial Eldorado.

Reservatórios em área institucional do município (Siga Mais).Área institucional do município no Residenclal Eldorado (Mapa: PMA).

O morador denunciante disse que já havia protocolado reclamação formal sobre o caso junto à Prefeitura de Adamantina, com a preocupação sobre possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti nesse lugar. Após seu relato, o Siga Mais foi até local, ingressou na área institucional e confirmou a reclamação.  

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No mesmo pedido de informações dirigido à Prefeitura de Adamantina, o Siga Mais buscou a posição do poder público. A resposta foi enviada, também, pelo Departamento de Controle de Vetores.

O órgão disse ter conhecimento da demanda e relatou haver criação de peixes nas caixas de água, de espécie que se alimenta das larvas do mosquito Aedes aegypti, o que descartaria eventual criadouro de dengue nesses três dispositivos.

Sobre a presença dessa estrutura em espaço público, o Departamento disse ainda que fez encaminhamento interno ao responsável pelas áreas institucionais. “Em relação à parte vetorial e risco para transmissão de dengue, o Departamento de Controle de Vetores realizou a vistoria das caixas, na mesma data da denúncia, dia 15 (quarta-feira), constatamos que as caixas estão com peixes da espécie Poecilia reticulata, popularmente chamado de lebiste, barrigudinho ou guaru, eficientes no combate às larvas do Aedes aegypti, transmissor dos vírus da Dengue, Zika, Febre Chikungunya e Febre Amarela Urbana, pois eles se alimentam das larvas na sua fase aquática. A retirada das caixas daquele local foi solicitada ao Departamento responsável pelas áreas institucionais”.

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