Cidades

Ex-funcionários da Couroada atravessam anos de incertezas e sem receber os direitos trabalhistas

Drama dos ex-funcionários foi mostrado em reportagem na TV, nesta segunda-feira (11).

Por: Da Redação | Com informações da TV Fronteira atualizado: 14 de agosto de 2025 | 09h59
Estrutura da empresa abandonada (Arquivo: Siga Mais). Estrutura da empresa abandonada (Arquivo: Siga Mais).

O drama de ex-funcionários do curtume Couroada, de Adamantina, voltou a ocupar o noticiário em nova reportagem, nesta semana, desta vez na TV Fronteira (assista). A empresa iniciou suas atividades na cidade em 2002 e fechou suas portas em 2013.

Desde então ex-funcionários da empresa em Adamantina vivem o drama de atravessarem mais de uma década sem receber seus direitos trabalhistas assegurados pela CLT, como férias, décimo terceiro, cesta básica, horas extras, Fundo de Garantia (FGTS) e salários. 

Parte da estrutura da empresa (Arquivo/Siga Mais).

O tema foi abordado pelo Siga Mais em 1º maio de 2020, cinco anos atrás, e cenário continua incerto. A empresa também tinha unidade em Londrina (PR) com desfecho semelhante.

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A reportagem da TV exibida nesta segunda-feira (11) ouviu ex-funcionários da empresa e um advogado que representa os trabalhadores prejudicados. “Estamos contando muito [com o dinheiro], porque faz falta. Eu acho que todo mundo que trabalhou lá precisa”, disse à TV o motorista Vanderlei Donizeti Grassi. Ele ingressou no curtume como serviços gerais e chegou posto de encarregado de setor. O aposentado Isidio Vieira Leal, ex-empregado do curtume, também reclamou. “A gente trabalhou, ninguém foi indenizado. Esse povo abandonou tudo e nos deixou a ver navios”.

Ex-empregado da empresa (Reprodução/TV Fronteira).Ex-empregado da empresa (Reprodução/TV Fronteira).

O advogado Bruno Torturelo, que atua na defesa dos trabalhadores, explicou à TV que o processo de falência da empresa está em estágio avançado. “Este quadro geral de credores já foi devidamente publicado e segue sendo atualizado, inclusive com arrecadações e vendas de ativos, o que contribui para a ampliação da massa falida”, explicou.

Advogado dos ex-funcionários (Reprodução/TV Fronteira).

Porém, conforme prosseguiu o advogado em declaração à TV Fronteira, uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná determinou que todos os pagamentos aos credores ficassem suspensos até o julgamento definitivo de ações interpostas por terceiros, como bancos, que discutem pedidos de restituições. “Pedidos estes, que de acordo com a lei de falência, têm preferência, inclusive, sobre o crédito trabalhista”, completou.

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Em nota à emissora, a administradora judicial explicou que as ações de restituição movidas por bancos e pela União têm a preferência dos créditos em relação a todos os outros, inclusive os trabalhistas. “Essas ações somadas superam os R$ 100 milhões e em várias delas existe o pedido de reserva de valores já deferido pela justiça, o que por si só impede um rateio entre credores já habilitados”, diz o texto lido pela emissora. Segundo a administradora judicial, só depois disso haverá condição de se fazer uma nova projeção de pagamentos dos credores.

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