Calendário da Vida, iniciativa do Judiciário de Adamantina, é finalista da 2ª edição do Prêmio Rompa
Premiação é realizada pelo TJSP e Associação Paulista de Magistrados (Apamagis).
O Calendário da Vida, iniciativa da juíza Ruth Duarte Menegatti, da Comarca de Adamantina, é finalista da 2ª edição do Prêmio #Rompa, na categoria magistrado/magistrada. A premiação é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) para reconhecer práticas que se destacam no combate à violência contra a mulher em todo o estado.
A iniciativa da juíza de Adamantina, finalista do Prêmio #Rompa, consiste em uma ação junto a reeducandas da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, com foco na ressocialização de mulheres em privação de liberdade, muitas das quais já vivenciaram situações de violência de gênero.
Com dinâmicas de grupo, músicas e outras metodologias, cerca de 120 reeducandas foram convidadas a participar de um concurso de desenhos e frases. “O resultado foi um calendário com os 12 melhores trabalhos, que proporcionaram reflexões e aprendizados para um retorno mais maduro à sociedade”, narra o resumo da prática.
O resultado final foi a impressão do Calendário da Vida 2024, em formato de calendário de mesa. Agora, segundo os idealizadores, há estudos para implementação do programa de forma permanente.
O anúncio dos ganhadores da 2ª edição do Prêmio #Rompa ocorrerá na cerimônia de premiação, no dia 14 de dezembro, no Palácio da Justiça, na capital paulista. Foram mais de 60 trabalhos inscritos, avaliados por uma comissão julgadora que definiu três em cada categoria, como finalistas. Entre os finalistas da categoria magistrado/magistrada, o Calendário da Vida.
A avaliação das práticas teve como critérios criatividade e inovação, qualidade, replicabilidade, alcance social e resultados. “A definição dos finalistas foi difícil, não apenas pelo fato de o número de inscritos ter aumentado em relação à primeira edição, mas, sobretudo, pela qualidade dos projetos apresentados. Quem ganha com isso é a sociedade, com a difusão de práticas que, cada qual a seu modo, destacam-se na garantia de direitos das mulheres e na incessante luta contra a violência de gênero”, afirma a juíza Ana Rita de Figueiredo Nery, que coordena a Comissão Organizadora do prêmio.
A iniciativa da juíza Ruth Duarte Menegatti traz a magistrada como idealizadora, e ainda Denise Alves, psicoeducadora (organizadora), Adriana Alkmin Pereira Domingues, diretora da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (realizadora) e Marlon Roberth de Sales, promotor de justiça (parceria).