Saúde

Violência atinge 8 em 10 profissionais de enfermagem em SP; Coren-SP aponta 6 casos em Adamantina

Mulheres, que são maioria entre esses profissionais, estão mais expostas à violência.

Por: Da Redação atualizado: 16:57
(Imagem ilustrativa criada por IA/Siga Mais). (Imagem ilustrativa criada por IA/Siga Mais).

Um levantamento do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) aponta um cenário alarmante de violência no ambiente de trabalho enfrentado por profissionais da enfermagem. De acordo com a sondagem, 80,3% dos entrevistados afirmaram ter sofrido algum tipo de agressão nos últimos três anos.

O estudo foi realizado entre os dias 28 de março e 25 de maio de 2025, com a participação de 7.745 profissionais — entre enfermeiros, técnicos e auxiliares — em todo o Estado . A maioria dos participantes é composta por mulheres (86%), com mais de 40 anos (55%).

Adamantina, Dracena e outras cidades do interior paulista

O Siga Mais solicitou ao Coren-SP, dados locais e regionais sobre o levantamento. Conforme o órgão, em Adamantina, são 6 casos de violência no ambiente de trabalho, a mulheres que atuam na enfermagem. Entre os casos, 5 (83,3%) envolveram violência verbal e 1 (16,7% ) envolveu violência física. Em Dracena, 8. Em Presidente Venceslau. E em Presidente Prudente, 15. 

O Coren-SP informou também dados de outras cidades: em Bauru, 50; Marília, 27; Botucatu, 43; Bastos, 2; Sorocaba, 81; Itapetininga, 11; e São José do Rio Preto, 57. Ao todo, foram 301 casos de violência relatados por profissionais mulheres.

Violência verbal e psicológica predominam

Entre os tipos de agressões relatadas pelos mais de 7,7 mil profissionais, no levantamento, a violência verbal aparece com maior incidência, atingindo 88,8% dos profissionais que sofreram algum tipo de violência. Em seguida, destacam-se agressões psicológicas (78,7%) e físicas (21,1%) . Casos de violência de gênero (7,3%) e sexual (6%) também foram registrados.

Os principais autores das agressões são pacientes (68,8%), familiares (58,8%) e acompanhantes (50,2%). Também há registros envolvendo empregadores, que representam 31% dos casos. 

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Falta de estrutura e demora no atendimento estão entre os gatilhos

Segundo o levantamento, a demora no atendimento é apontada como o principal motivo das agressões (65,5%), seguida por problemas na estrutura das instituições (55,3%) e insatisfação com a assistência prestada (46,8%).

A maior parte das ocorrências foi registrada em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), que concentram 71,3% dos casos. Instituições privadas também aparecem com destaque, somando 40% das situações relatadas.

Subnotificação ainda é um problema

Apesar da alta incidência de violência, apenas 29,8% das vítimas afirmaram ter formalizado denúncia. A maioria (70,2%) não levou o caso adiante.

Entre os principais motivos para a subnotificação estão a sensação de impunidade (59,4%), a falta de apoio institucional (56,9%) e o medo de perder o emprego (49,2%). Também são citados o receio de sofrer novas agressões (30%) e o desconhecimento sobre como denunciar (18,1%).

Mesmo entre os que denunciaram, os resultados são considerados insatisfatórios: 61,7% afirmaram que não houve qualquer consequência prática após a denúncia, enquanto apenas 6,5% relataram punição ao agressor.

Cenário exige ações estruturais

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas e institucionais voltadas à proteção dos profissionais de enfermagem, com investimentos em segurança, melhoria das condições de trabalho e fortalecimento dos canais de denúncia.

A violência no ambiente de trabalho, além de afetar diretamente os profissionais, impacta a qualidade da assistência prestada à população, tornando-se um desafio urgente para gestores da saúde pública e privada.

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O tema foi debatido na última quinta-feira (27) na Câmara Municipal de Presidente Prudente, em um encontro onde participaram representantes do legislativo local, do Coren-SP e ainda de órgãos como o Ministério Público do Estado de São Paulo, Polícia Militar, além de representantes das áreas da saúde, Assistência Social e do Departamento Regional de Saúde (DRS XI).

Além de pontuar sobre a violência vivida pela própria categoria, foi destacado também o papel dos profissionais de enfermagem no contexto do atendimento a vítimas de violência.

Segundo os participantes, a enfermagem atua na linha de frente, sendo muitas vezes o primeiro contato das vítimas com o sistema de proteção, responsável por identificar sinais de violência, acolher e encaminhar os casos para os órgãos competentes.

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