Urupês, na região de Rio Preto, oferece tirzepatida na rede municipal
MunicÃpio será o primeiro de SP a disponibilizar tirzepatida a pacientes da rede pública.
A Prefeitura de Urupês, município com cerca de 13,7 mil habitantes na Região Metropolitana de São José do Rio Preto, anunciou a oferta gratuita do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, para tratamento da obesidade na rede municipal de saúde. A iniciativa, divulgada em vídeo nas redes sociais oficiais da administração municipal, é apontada como pioneira no Estado de São Paulo dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a Prefeitura, até 200 pacientes deverão ser atendidos inicialmente pelo programa, que prevê acompanhamento contínuo por uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologista, nutricionista, psicólogo, educador físico e assistente social. O objetivo é garantir que o tratamento medicamentoso esteja associado a mudanças de hábitos e suporte integral à saúde dos participantes.
O acesso ao medicamento seguirá critérios definidos pela Secretaria Municipal de Saúde. Poderão participar pacientes inscritos na fila para cirurgia bariátrica e que estejam em situação de vulnerabilidade social. A idade mínima estabelecida é de 40 anos, exceto nos casos de pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40 kg/m².
Também será necessário apresentar IMC igual ou superior a 35 kg/m² associado a comorbidades, ou IMC a partir de 30 kg/m² com pelo menos duas doenças associadas. Outro requisito é a comprovação de tentativa prévia de tratamento não farmacológico, como dieta e atividade física orientada, por no mínimo seis meses.
Segundo a administração municipal, a proposta busca ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, considerada uma doença crônica associada a diversas complicações de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares.
A iniciativa reforça a estratégia de prevenção e cuidado integral na atenção básica, apostando em acompanhamento especializado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas no futuro.