Um em cada quatro pacientes falta a consultas agendadas, aponta Saúde de Adamantina
Dados da Saúde apontam absenteÃsmo acima do recomendado e impacto direto nas filas.
A Secretaria Municipal de Saúde de Adamantina divulgou boletins informativos referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026 que revelam um cenário preocupante: cerca de um em cada quatro pacientes não comparece às consultas agendadas na rede pública de saúde do município.
De acordo com os dados divulgados pelo poder público, o índice de absenteísmo ficou acima do considerado ideal — entre 10% e 15% —, atingindo 26% em janeiro e 27% em fevereiro. A situação acende um alerta para os impactos no funcionamento do sistema de saúde e na assistência à população.
Veja o detalhamento dos dois primeiros meses deste ano:
(Divulgação/PMA).
(Divulgação/PMA).
(Divulgação/PMA).
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Segundo a Secretaria de Saúde, o alto índice de faltas gera impactos diretos para toda a população. Entre os principais problemas apontados estão o aumento das filas de espera para consultas e exames, o desperdício de recursos públicos — com profissionais disponíveis sem atendimento — e prejuízos ao tratamento dos próprios pacientes, que deixam de dar continuidade ao acompanhamento médico.
Na prática, os números indicam que milhares de vagas deixam de ser aproveitadas, comprometendo a eficiência do sistema e dificultando o acesso de outros pacientes que aguardam por atendimento.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da colaboração da população. A orientação é que, em caso de impossibilidade de comparecimento, o paciente avise com antecedência, permitindo o remanejamento da vaga para outro usuário.
A Prefeitura de Adamantina destaca que atitudes simples, como comunicar a ausência, contribuem diretamente para reduzir filas, evitar desperdícios e ampliar o acesso aos serviços de saúde no município.
Esquecimento, desatenção ou longos intervalos entre agendamento e consulta
O absenteísmo é apontado como um dos principais fatores que contribuem para o aumento das filas no SUS. Quando o paciente falta sem aviso, a vaga deixa de ser utilizada por outra pessoa que aguarda atendimento, gerando um efeito em cadeia que reduz a eficiência da rede pública.
Além disso, há impacto direto nos custos do sistema. Pesquisas indicam que milhares de consultas e exames deixam de ser realizados anualmente, resultando em desperdício de recursos públicos e prejuízos financeiros relevantes para a gestão da saúde.
Especialistas também destacam que o problema não se limita à gestão, mas envolve fatores sociais e comportamentais. Entre as causas mais comuns estão dificuldades de transporte, esquecimento, longos intervalos entre agendamento e consulta, além da falta de comunicação com as unidades de saúde.
Para enfrentar o desafio, diversas estratégias vêm sendo adotadas em municípios brasileiros, como o envio de lembretes por mensagem, confirmação prévia de consultas, flexibilização de horários e uso de tecnologias de telessaúde. Essas medidas têm mostrado potencial para reduzir as faltas e melhorar o aproveitamento das vagas disponíveis.
O panorama nacional reforça que o cenário observado em Adamantina não é isolado, mas parte de uma realidade mais ampla do sistema público de saúde brasileiro, onde a participação ativa do paciente — especialmente ao avisar quando não pode comparecer — é considerada peça-chave para melhorar o acesso e a eficiência dos serviços.