Picada de escorpião ou cobra: Adamantina é ponto estratégico para atendimento soroterápico
No estado de São Paulo são 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs).
A Santa Casa de Adamantina integra a rede estadual de atendimento soroterápico para acidentes com animais peçonhentos no Estado de São Paulo. A unidade é um dos 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs) distribuídos pelo território paulista, garantindo atendimento de urgência e emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de picadas de escorpiões, cobras, aranhas e outros animais venenosos.
Para facilitar o acesso da população, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) disponibiliza um mapa interativo online com a localização das unidades de referência, incluindo endereço e contatos. A ferramenta pode ser consultada no endereço https://nies.saude.sp.gov.br/ses/publico/soro.
A orientação das autoridades de saúde é que, em caso de acidente, a vítima procure atendimento médico imediatamente. O período entre outubro e março, marcado por temperaturas mais elevadas e maior incidência de chuvas, concentra aumento significativo desse tipo de ocorrência.
A rapidez no atendimento pode ser determinante para evitar complicações. Em crianças de até 10 anos, por exemplo, o tratamento deve começar preferencialmente em até uma hora e meia após a picada. Todos os PESAs funcionam 24 horas por dia, contam com médicos capacitados para realizar a soroterapia e possuem câmaras refrigeradas exclusivas para armazenamento adequado dos soros.
Se possível, a recomendação é levar o animal responsável pela picada ou uma fotografia dele até o hospital. A identificação da espécie auxilia a equipe médica na avaliação da gravidade do caso e na definição do tratamento mais adequado.
Sintomas da picada de escorpião
O escorpião injeta veneno por meio do ferrão localizado na ponta da cauda. Entre os sintomas mais comuns estão dor intensa no local e agitação. Em casos moderados, podem ocorrer vômitos, suor excessivo e aumento dos batimentos cardíacos.
Se possível, a recomendação é levar o animal ou uma foto dele ao hospital (Divulgação/GovSP).
Situações mais graves podem provocar tremores, sonolência, salivação excessiva, convulsões e, em casos extremos, insuficiência cardíaca.
A orientação médica é não realizar torniquetes, cortes ou aplicar qualquer substância sobre o ferimento. O mais importante é buscar rapidamente o hospital de referência.
Prevenção é fundamental
A principal forma de evitar acidentes é manter ambientes limpos e organizados, sem entulhos ou restos de construção que possam servir de abrigo para animais peçonhentos.
Também é recomendado vedar frestas em paredes e pisos, instalar telas em ralos, guardar calçados em caixas ou sacos fechados e sempre sacudir roupas, toalhas e sapatos antes do uso. Em áreas verdes ou durante o manuseio de materiais empilhados, o uso de luvas e calçados fechados é essencial.
Monitoramento estadual
A SES-SP mantém ainda um painel atualizado semanalmente com dados sobre acidentes envolvendo animais peçonhentos em todo o estado, permitindo acompanhar ocorrências por tipo de animal, como serpentes, escorpiões, aranhas e abelhas.