Polícia

Sindicato aponta déficit de 92 policiais civis na área da Delegacia Seccional de Adamantina

Na área da Seccional da Polícia Civil de Adamantina, são 211 cargos criados em lei e 119 ocupados.

Por: Da Redação atualizado: 7 de julho de 2019 | 11h11
Estudo do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostra defasagem de 92 policiais civis na área da Delegacia Seccional de Polícia de Adamantina (Divulgação). Estudo do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostra defasagem de 92 policiais civis na área da Delegacia Seccional de Polícia de Adamantina (Divulgação).

Levantamento divulgado pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) mostra que na área da Delegacia Seccional da Polícia Civil de Adamantina – onde estão 12 cidades – há um déficit de 92 policiais civis.

O estudo considerou os cargos efetivamente ocupados e o número de vagas previstas em lei, em todas as unidades policiais na área da Seccional, localizadas em Adamantina, Osvaldo Cruz, Sagres, Salmourão, Inúbia Paulista, Pracinha, Lucélia, Mariápolis, Flórida Paulista, Pacaembu, Irapuru e Flora Rica.

Nesse universo, segundo o levantamento, há 24 cargos de delegado de polícia, dos quais 15 estão ocupados. Entre os escrivães, há 50 cargos criados e 39 ocupados. No grupo de investigadores, são 73 cargos criados e 37 ocupados

Entre os agentes policiais, são 49 cargos criados e 21 ocupados. No grupo dos agentes de telecomunicações, são 6 cargos criados e cinco ocupados. Entre os papiloscopistas, são 3 cargos criados, sem nenhum profissional nomeado. No grupo dos auxiliares de papiloscopista, 6 cargos criados e apenas 2 ocupados.

No geral, segundo o Sindpesp, são 211 cargos previstos em lei, para as unidades policiais de cidades na área da Delegacia Seccional de Adamantina, dos quais 119 estão ocupados, gerando o déficit de 92 policiais no efetivo. (Continua após a publicidade...)

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Déficit de 35,81% na área do Deinter 8

O déficit de policiais civis na região do Departamento de Polícia Judiciária de Presidente Prudente (Deinter 8) alcança 35,81%, taxa maior que a média de todo estado de São Paulo, que hoje é de 33,63%. “A grave ausência de profissionais obriga os policiais a trabalharem sem qualquer descanso. A principal consequência disso é a limitação que a polícia encontra para atender a população da melhor maneira possível. Diante desse cenário, os policiais civis de Prudente investigam os crimes de maneira heroica”, diz o Sindpesp.

O Deinter 8 é composto pelas delegacias seccionais de Presidente Prudente, Adamantina, Dracena, Presidente Venceslau e Assis, que atendem 67 municípios e abrangem uma população de quase 2 milhões de habitantes. Em todas essas unidades há déficit no efetivo da Polícia Civil.

Fonte: Sindpesp

 De acordo com o Sindicato, somente 803 dos 1.251 cargos previstos em lei, para a área do Deinter 8, estão ocupados atualmente. Ou seja, faltam 448 policiais (entre delegados, escrivães, investigadores, agentes de polícia, agentes de telecomunicação, papiloscopistas e auxiliares de papiloscopia).

Segundo a presidente do Sindpesp, Raquel Kobashi Gallinati, policiais da região relatam jornadas de trabalho desumanas, acúmulo de funções e plantões de 24 horas durante quase todo o mês, sem direito a descanso. “Faltam mais de 14 mil policiais em todo Estado. E esse déficit vem provocando uma série de problemas como o acúmulo de funções, jornadas extenuantes e plantões ininterruptos. Tudo isso contraria as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o governo do Estado precisa resolver esse problema com urgência”, afirma Raquel.

Encontro vai discutir o tema em Prudente

Nesta sexta-feira (5), às 14h, a presidente Sindpesp estará em sua subsede na região, em Presidente Prudente, para conversar com os delegados do Deinter 8 sobre as suas principais dificuldades.

Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindpesp, realiza encontro nesta sexta-feira em Presidente Prudente (Foto: Arquivo/Siga Mais).

Além da defasagem de profissionais da Polícia Civil, o Sindicato abordará problemas como a falta de coletes balísticos e munições e, também, o trabalho que está sendo realizado para conseguir o reajuste salarial prometido pelo governador e as complicações da Reforma da Previdência trará a Polícia Civil.

A ação integra uma série de reuniões que o Sindicato fará em todas as regiões do Estado para mapear as condições de trabalho dos policiais. “Estamos visitando todos os Deinters para saber quais as dificuldades enfrentadas em cada região. Sabemos que o deficit é um problema generalizado em São Paulo, mas cada área tem suas particularidades. Ao final das visitas, os dados serão compilados e cobraremos do governador as melhorias na Polícia Civil”, afirmou a presidente do Sindicato.

A visita ainda tem como objetivo apresentar aos delegados as ações e atividades do sindicato, as negociações com o governo estadual nos últimos três anos e os futuros projetos em favor da classe.

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