Polícia

PM demonstra funcionamento do botão do pânico do app SP Mulher Segura em escola de Adamantina

Simulação mostrou resposta policial em menos de três minutos após acionamento da ferramenta.

Por: Da Redação | Acácio Rocha
Atividade realizada na Escola Fleurides Cavalini Menechino em Adamantina (Imagem: Siga Mais). Atividade realizada na Escola Fleurides Cavalini Menechino em Adamantina (Imagem: Siga Mais).

Durante o mês de março, período marcado por ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, a Polícia Militar do Estado de São Paulo intensifica atividades educativas e preventivas por meio da Operação Mulher. Em Adamantina, uma dessas iniciativas foi realizada na última terça-feira (10), na Escola Estadual Fleurides Cavalini Menechino.

Na ocasião, as policiais militares soldados Thais e Lisandra conduziram uma palestra para estudantes, pela tarde, e apresentaram o funcionamento do aplicativo SOS Mulher, integrado ao SP Mulher Segura, ferramenta criada pelo Governo do Estado para facilitar o acesso a serviços de proteção e socorro às vítimas de violência doméstica.

Simulação com acionamento real

Durante a atividade, foi realizada uma demonstração prática do botão do pânico, recurso disponível para mulheres que possuem medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha. Após a palestra, foi feita uma simulação de acionamento da ferramenta. O portal Siga Mais acompanhou a atividade (assista).

Segundo os dados apresentados durante o teste, 46 segundos após o acionamento do botão, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) já havia despachado a ocorrência para as viaturas mais próximas.

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A equipe que estava em patrulhamento de rotina pela cidade chegou ao local em 2 minutos e 56 segundos. Na simulação, compareceram à escola os cabos Servante e Cleber, demonstrando a dinâmica de resposta da corporação em uma situação real de emergência. 

(Imagem: Siga Mais).(Imagem: Siga Mais).

A atividade teve como objetivo mostrar aos estudantes, e principalmente às mulheres, a agilidade da ferramenta e a importância de utilizá-la em situações de risco.

Segundo o setor de comunicação social do 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior, a iniciativa também busca ampliar o acesso à informação e incentivar mulheres que possuem medidas protetivas a instalarem o aplicativo em seus celulares. “Informação também salva vidas”, destacou a corporação.

Socorro na palma da mão

O aplicativo SP Mulher Segura é uma ferramenta gratuita desenvolvida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para ampliar o acesso das mulheres a serviços de proteção e atendimento emergencial.

Entre as funcionalidades disponíveis estão:

  • registro de boletins de ocorrência 24 horas por dia;
  • acesso a serviços de acolhimento e orientação;
  • acionamento do botão do pânico para mulheres com medidas protetivas;
  • envio de viaturas da Polícia Militar com base na geolocalização do aparelho.

Quando o botão de emergência é acionado, o pedido de socorro é imediatamente encaminhado à central da Polícia Militar, que direciona a ocorrência para a equipe mais próxima do local.

Aumento nos pedidos de proteção

Dados divulgados pelo Governo do Estado apontam crescimento no número de pedidos de medidas protetivas em favor de mulheres em São Paulo.

Entre janeiro e julho de 2025, foram registrados 67.990 pedidos, número 22,3% maior em comparação com o mesmo período de 2024.

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Como acessar o aplicativo

Para utilizar o SP Mulher Segura, é necessário realizar o login com a conta gov.br. A plataforma identifica automaticamente se a usuária possui medida protetiva registrada, liberando a função do botão do pânico.

O aplicativo também reúne links para serviços de apoio e orientação, incluindo páginas da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Secretaria de Políticas para a Mulher do Estado de São Paulo, além de acesso ao protocolo “Não se Cale” e ao Portal da Mulher Paulista.

A ferramenta está disponível gratuitamente para celulares com sistemas Android e iOS.

Rede de proteção

Além do aplicativo, o Estado mantém uma estrutura ampliada de atendimento às vítimas de violência doméstica. Atualmente, São Paulo conta com 143 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e salas de atendimento DDM 24 horas, instaladas em plantões policiais e com atendimento por videoconferência.

A rede inclui ainda iniciativas como a Cabine Lilás, ações educativas e campanhas de conscientização que buscam fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Estado.

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