Prefeitura explica concretagem de canteiros e quer ampliar adoção de áreas verdes em Adamantina
Prefeitura diz que medida foi adotada por questões sanitárias e municÃpio busca parceria.
A Prefeitura de Adamantina apresentou esclarecimentos sobre a concretagem de alguns canteiros urbanos e anunciou estudos para fortalecer a Lei “Adote o Verde” (Lei nº 3.715/2016), iniciativa que pretende ampliar a participação da população na conservação de espaços públicos do município.
O tema foi discutido em reunião realizada nesta semana no Paço Municipal, com representantes de diversas secretarias e do legislativo. A proposta é incentivar moradores e empresas a adotarem canteiros e áreas verdes, assumindo o cuidado, preservação e valorização desses locais em parceria com o Poder Público.
Reunião propôs ampliar programa de adoção de áreas (Cedida/PMA).
Pelo modelo em estudo, o município deverá realizar levantamento técnico das espécies mais adequadas e resistentes para cada área. As mudas seriam produzidas pela própria Prefeitura, que também disponibilizaria composto orgânico para o plantio e placas de identificação dos adotantes. Os aspectos jurídicos da iniciativa ainda passam por análise para viabilizar a implementação.
Motivos da concretagem
Segundo a administração municipal, a concretagem ocorreu em pontos considerados críticos, após recorrentes casos de descarte irregular de lixo nos canteiros, mesmo com a existência de lixeiras e sinalização próxima.
Entre os materiais encontrados estavam garrafas acumulando água da chuva — favorecendo a proliferação do mosquito transmissor da dengue — além de resíduos orgânicos, sacolas plásticas, mato e galhos. A situação, conforme a Prefeitura, provocava a morte das plantas, aumento da toxicidade do solo e atraía animais peçonhentos, representando risco à saúde pública.
Concretagem de canteiro na área central da cidade (Reprodução).
Outro fator apontado é que esses canteiros foram construídos sobre o asfalto, sem contato direto com o solo natural, o que impede a infiltração da água da chuva. Mesmo com manutenção periódica e podas realizadas pelo município, a vegetação não resistia diante do descarte irregular de resíduos.
Ecopontos e apoio à reciclagem
Paralelamente, a Prefeitura estuda a instalação de ecopontos nos locais concretados, voltados ao recebimento de materiais recicláveis. A medida poderá fortalecer o trabalho da COOPERADAM — Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis de Adamantina.
Atualmente, cerca de 20 cooperados atuam na coleta e comercialização dos recicláveis, com renda média mensal superior a R$ 1,8 mil. A intenção é ampliar o número de famílias beneficiadas, estimulando a separação correta dos resíduos pela população.
Placa de voluntários, no centro, sensibiliza para o tema (Siga Mais).
De acordo com a cooperativa, apenas 2,5% do material encaminhado mensalmente para triagem é efetivamente reciclável. O restante, aproximadamente mil toneladas de lixo, acaba sendo destinado ao aterro sanitário particular localizado na Usina Alta Paulista, no bairro Aidelândia, na zona rural do município.
A administração municipal destaca que a criação dos ecopontos pode contribuir para aumentar o volume de recicláveis, reduzir o impacto ambiental e incentivar práticas sustentáveis, desde que haja colaboração da população na separação do lixo orgânico e reciclável, cuja coleta ocorre às terças-feiras, das 5h ao meio-dia.