Cidades

Empresa Amiga: campanha mobiliza comércio de Adamantina contra violência à mulher

Iniciativa do Sincomercio e Soul Feminina busca conscientizar empresas e acolher vítimas.

Por: Da Redação atualizado: 14:21
Lancamento da iniciativa que mobiliza o Sincomercio e o programa Soul Feminina (Imagem: Leonardo Oliveira). Lancamento da iniciativa que mobiliza o Sincomercio e o programa Soul Feminina (Imagem: Leonardo Oliveira).

O Sincomercio Nova Alta Paulista lançou, na segunda-feira (9), a campanha “Empresa Amiga – Diga Não à Violência contra a Mulher”, durante evento realizado no Ipê Palace Hotel, em Adamantina. A iniciativa integrou a agenda de atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher e reuniu empresárias do comércio, colaboradoras, representantes do poder público e autoridades (assista conteúdo especial sobre o evento de lançamento).

A campanha é realizada em parceria com o Projeto Soul Feminina e tem como objetivo ampliar a conscientização e o engajamento do setor comercial no enfrentamento à violência contra a mulher. A proposta prevê ações de sensibilização voltadas a dirigentes e profissionais que atuam no comércio local. As empresas que aderirem à iniciativa serão identificadas com cartazes e adesivos, sinalizando que o estabelecimento integra a rede de apoio e acolhimento. 

Segundo o presidente do Sincomercio Nova Alta Paulista, Sérgio Vanderlei da Silva, a campanha surge diante da necessidade de envolver toda a sociedade no combate à violência de gênero. “O Dia Internacional da Mulher é um momento de reflexão sobre os direitos das mulheres e sobre as conquistas que ainda precisam acontecer. Quando vemos notícias de que o Brasil registrou recordes de feminicídio, com cerca de quatro mulheres mortas por dia, percebemos que ainda precisamos fazer muito”, afirmou.

Sérgio Vanderlei, presidente do Sincomercio (Leonardo Oliveira).

Ele ressaltou que a iniciativa não cria uma ação isolada, mas se soma ao trabalho já realizado em Adamantina pelo projeto Soul Feminina e pela rede de proteção existente no município, envolvendo instituições públicas e entidades da sociedade civil. “O comércio é um setor que emprega muitas mulheres e também possui muitas empresárias. Por isso, queremos que as empresas estejam preparadas para acolher e orientar mulheres que eventualmente busquem ajuda. Durante o ano vamos realizar atividades e treinamentos para que empresárias e funcionárias possam identificar situações e encaminhar essas pessoas para a rede de apoio”, explicou.

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A idealizadora e articuladora do Soul Feminina, a juíza de direito da 3ª Vara da Comarca de Adamantina, Ruth Duarte Menegatti, destacou que o projeto nasceu a partir da realidade vivenciada no Judiciário. “Diariamente chegam ao fórum muitas mulheres feridas e destruídas pela violência. Essa percepção levou à criação de um movimento que busca o empoderamento feminino em várias áreas, como educação, assistência social, saúde e até no sistema prisional”, disse.

Juíza Ruth Menegatti, idealizadora do Soul Feminina (Leonardo Oliveira).

De acordo com a magistrada, o Soul Feminina consolidou-se como uma política pública municipal, envolvendo diversos parceiros e ações voltadas à prevenção da violência e à promoção da igualdade de gênero. “Hoje temos grupos reflexivos na cidade, trabalhos dentro do hospital, atividades nas escolas e diversas iniciativas que buscam conscientizar a sociedade. Ainda estamos longe de uma compreensão efetiva dos direitos humanos, por isso a prevenção e o diálogo são fundamentais”, afirmou.

Para Ruth Menegatti, a adesão do comércio à campanha representa um avanço importante no fortalecimento dessa rede de proteção. “O comércio mostra que essa é uma luta de toda a sociedade. Muitas mulheres são empresárias e lideranças, e podem ajudar a dar visibilidade ao tema, além de contribuir com ações de conscientização e combate à violência contra a mulher”, destacou.

Feminicídio mata quatro mulheres por dia no Brasil

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos. Em média, são quatro mortes por dia, ou uma mulher morta a cada seis horas, no país. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No país são quatro mortes de mulheres por dia, vítimas de feminicídio (Rovena Rosa/Agência Brasil).

No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas. “Se [a alta de casos] está acontecendo, isso é uma omissão do Estado, porque esse é um crime evitável”, afirmou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), durante lançamento do relatório anual da Human Rights Watch (HRW), na última quarta-feira (4).

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O documento, que analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países, apontou a violência doméstica e de gênero como uma das violações mais frequentes no Brasil. 

Como denunciar violência doméstica: saiba onde buscar ajuda

Mulheres vítimas de violência doméstica podem buscar apoio em diferentes canais de atendimento. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncia pelo Disque 180, serviço nacional de atendimento à mulher que funciona 24 horas por dia.

O canal recebe denúncias, oferece orientação e encaminha as vítimas para serviços especializados da rede de proteção. Em casos de agressão ou ameaça, a mulher também pode acionar a Polícia Militar pelo 190 e também procurar a Polícia Civil para registrar ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

Em Adamantina, a rede de apoio conta ainda com serviços da Assistência Social, do sistema de saúde e de entidades parceiras que atuam no acolhimento e acompanhamento das vítimas. A denúncia é fundamental para interromper o ciclo de violência e garantir proteção à mulher.

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