Cidades

4 por 1: Programa em Adamantina troca óleo usado por produto novo para consumo

Dinâmica de sustentabilidade gera economia e impacta positivamente o meio ambiente.

Por: Da Redação | Com informações de Caio Vasques | Comunicação/Prefeitura de Adamantina atualizado: 13:08
Material usado tem aproveitamento e gera biodiesel em empresa especializada (Cedida/PMA). Material usado tem aproveitamento e gera biodiesel em empresa especializada (Cedida/PMA).

Em Adamantina, os moradores contam com um ponto de coleta para destinar corretamente o óleo de cozinha usado, principalmente em frituras e no preparo de alimentos. A iniciativa reforça práticas de sustentabilidade e preservação ambiental.

De acordo com a Prefeitura, o óleo usado pode ser entregue na Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, localizada no Recinto Poliesportivo. Como incentivo, a cada quatro litros de óleo entregues o morador recebe um litro de óleo novo para consumo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

O óleo coletado no município é retirado semanalmente por uma empresa especializada da cidade de Martinópolis, que realiza o serviço em cerca de 50 municípios da região. Após o processamento, o resíduo é reciclado e transformado em biodiesel, com produção que chega a aproximadamente 30 mil litros por mês.

Óleo usado é recolhido no Recinto Poliesportivo (Cedida/PMA).

Um exemplo de participação é do aposentado Rui Gonçalves de Souza, que já entregou 135 litros de óleo usado no ponto de coleta e recebeu 34 litros de óleo novo.

Entupimento da rede de esgoto e riscos ambientais

O descarte incorreto do óleo de cozinha pode causar sérios impactos ambientais e problemas nas redes de esgoto. Segundo especialistas, apenas um litro de óleo despejado no ralo da pia é capaz de contaminar até um milhão de litros de água potável, quantidade equivalente ao consumo de uma pessoa durante cerca de 14 anos.

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O descarte inadequado provoca o acúmulo de gordura nas tubulações, o que pode gerar entupimentos, mau cheiro e a proliferação de pragas urbanas, como ratos, baratas e insetos. A mistura de óleo com restos de alimentos e outros resíduos forma uma massa gordurosa que se fixa nas paredes dos canos e nas caixas de gordura, causando problemas tanto nas residências quanto nas redes públicas de esgoto.

Morador troca óleo de cozinha  (Cedida/PMA).

Outro impacto ocorre quando o óleo chega a rios e córregos. Como não se mistura com a água, o resíduo forma uma camada na superfície que impede a troca de oxigênio com a atmosfera. Com a redução do oxigênio dissolvido, peixes, crustáceos e outros organismos aquáticos têm a respiração comprometida, podendo ocorrer mortandade de espécies.

No solo

O descarte no solo também traz prejuízos. O óleo pode formar uma camada impermeável que impede a passagem de água e ar, prejudicando a fertilidade da terra e podendo contaminar lençóis freáticos e nascentes.

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Como descartar corretamente

A orientação é deixar o óleo esfriar após o uso e armazená-lo em garrafas PET bem vedadas. Quando o recipiente estiver cheio, o morador deve levá-lo até o ponto de coleta.

Passo a passo

  • Esfrie: deixe o óleo esfriar completamente após o uso.
  • Coe: utilize funil e coador para retirar resíduos de alimentos.
  • Armazene: coloque o óleo em garrafas PET.
  • Vede: feche bem o recipiente para evitar vazamentos e odores.
  • Descarte: leve a garrafa até a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, no Recinto Poliesportivo.

A iniciativa contribui para a preservação ambiental e permite transformar um resíduo doméstico em matéria-prima para novos produtos.

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