Saúde realiza palestras sobre o Dia Nacional de Combate ao Fumo
Palestras foram realizadas em escolas, pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf).
No dia 29 de agosto se comemora o “Dia Nacional do Combate ao Fumo” e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 90% dos fumantes iniciam o vício até os 19 anos de idade. Diante dessa realidade, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, levou a palestra informativa de conscientização do tabaco às escolas estaduais e técnica de Adamantina.
A palestra abordou dados de como se inicia o vício, como a nicotina causa a dependência química, os malefícios do uso do cigarro no organismo e as doenças que o mesmo pode causar, como câncer, alterações cardiovasculares, derrames e infartos.
Atenção foi dada aos fumantes passivos, que quando comparados a grupos que não possuem contato com o tabaco, possuem risco aumentado em 30% de desenvolver doenças relacionadas ao cigarro. Além disso, bebês de mães fumantes podem nascer prematuramente ou então apresentarem baixo peso após o nascimento.
O alerta a sustentabilidade também foi foco de discussão, uma vez que, os malefícios atingem o meio ambiente, cerca de 5% do desmatamento nos países em desenvolvimento é de responsabilidade das indústrias de tabaco, pois a cada 300 cigarros produzidos, uma árvore inteira é queimada para alimentar os fornos e estufas das folhas de fumo. O cultivo de tabaco exige o uso de altos níveis de agrotóxicos que contaminam o solo e o ar e o tempo de decomposição das bitucas podem levar até cinco anos, além de entupirem bueiros e causar incêndios.
Para finalizar o polêmico Narguilé gerou curiosidade e interesse por parte dos alunos, pois erroneamente o melhor odor e paladar gerados pelo uso, não desperta a atenção dos pais de que uma sessão de uso entre 20 a 80 minutos equivale à inalação de 100 cigarros.
A informação e o conhecimento em saúde torna-se uma ferramenta necessária para prevenção, pois a OMS destaca o tabagismo como a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morrem ao ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial.