Saúde

Presídio Feminino de Tupi Paulista firma parceria para o teste da orelhinha em bebês de detentas

Procedimento é realizado a cada 60 dias por fonoaudiólogas, na unidade prisional.

Por: Vivaine De Jesus Henriques | Croeste/SAP atualizado: 7 de junho de 2024 | 10h27
Exame e aplicado em bebes de 1 a 5 meses de vida (Cedida/Croeste-SAP). Exame e aplicado em bebes de 1 a 5 meses de vida (Cedida/Croeste-SAP).

Uma parceria firmada entre a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e o Centro de Saúde do município viabilizou a triagem auditiva neonatal, mais conhecida como teste da orelhinha. O procedimento, que é obrigatório, atende bebês filhos de detentas que cumprem pena na unidade.

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O presídio pertence à Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste), que é gerida pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O teste da orelhinha é obrigatório e de extrema importância, pois tem a finalidade de identificar se a criança possui alguma deficiência auditiva. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 5% da população brasileira é composta por pessoas que apresentam alguma deficiência auditiva. Essa porcentagem significa que mais de 10 milhões de cidadãos apresentam a deficiência e 2,7 milhões têm surdez profunda.

(Cedida/Croeste-SAP).

O procedimento é realizado a cada 60 dias pela fonoaudióloga Cleire de Almeida Beretta. É direcionado para bebês com idades de 1 a 5 meses e que habitam a ala de amamentação juntamente com suas mães.

O teste da orelhinha utiliza um equipamento chamado aparelho de emissões otoacústicas. A fonoaudióloga coloca um fone que é adaptado ao tamanho da orelha do bebê, não causa dor e nem desconforto, não é invasivo e leva em média cinco minutos para ser concluído. 

O instrumento emite sons de fraca intensidade e capta as respostas que a orelha interna do bebê produz. Essas respostas são impressas em forma de gráfico e são anexadas com um laudo do exame.

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A gestora da unidade prisional, Adriana Alkmin Pereira Domingues, ressalta que o exame possibilita o diagnóstico e tratamento precoces, determinantes para a aquisição da linguagem oral das crianças.

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