Saúde

CRF-SP defende inclusão de farmácias no Programa de Imunização frente ao surto de H1N1

Medida poderá ampliar alcance e baratear vacina, diz Conselho Regional de Farmácia.

Por: Assessoria de Imprensa
Para o CRF, as farmácias, presentes em diversos pontos das cidades, poderiam aumentar o volume de imunizações (Imagem: ilustração). Para o CRF, as farmácias, presentes em diversos pontos das cidades, poderiam aumentar o volume de imunizações (Imagem: ilustração).

O surto de H1N1 está levando um número cada vez maior de pessoas à procura da vacina em laboratórios privados e postos de saúde. Já são 71 mortes em todo o País. Sancionada em 2014, a Lei 13.021 determina que farmácias podem aplicar vacinas e soros de acordo com o perfil epidemiológico de onde estão localizadas. No entanto, o artigo ainda não foi regulamentado. O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo defende que a regulamentação seja acelerada, o que poderia melhorar o acesso ao medicamento e baratear o custo.
Nos três primeiros meses deste ano, a doença ganhou contornos de epidemia, ganhando força antes do previsto. Em geral, as notificações começavam no inverno, e, dessa vez, se iniciaram ainda no verão. Apenas no Estado de São Paulo, 12 pessoas morreram devido à H1N1 nos três últimos meses. Ao todo, já são 66 casos confirmados no Estado. Em igual período do ano anterior, foram notificados apenas 12 casos sem óbito. As informações são do Ministério da Saúde.
Atualmente, 60% dos casos correspondem ao H1N1, a mais mortal das cepas, e 40% ao Influenza B, uma variação mais branda. Entre os grupos de maior risco, estão os idosos acima de 60 anos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras que comprometam a imunidade.  Estes têm assegurada a vacina de forma gratuita.
O estoque de vacinas já acabou na maior parte dos centros de vacinação conhecidos, como laboratórios e postos de saúde. Importante ressaltar que, em 2015, segundo balanço da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, publicado pelo Ministério da Saúde, apenas 65% da meta de vacinação foi atingida.
“As farmácias são estabelecimentos capilarizados por todo o território e o acesso facilitado poderia aumentar o volume de imunizações, e, com isso, até baratear o preço dessa vacina, sem diminuir a qualidade do serviço, visto que o farmacêutico é um profissional qualificado para realizar esse procedimento de forma segura”, afirma o presidente do CRF-SP, dr. Pedro EduardoMenegasso.

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