Atendimento médico remoto a presos é expandido para penitenciárias da região
TeleSAP entra na terceira fase de implantação e chega a unidades penitenciárias da região.
O TeleSAP, que possibilita o atendimento médico remoto a presos do sistema penitenciário estadual, chega a novas unidades prisionais da região, o que inclui estruturas localizadas na Nova Alta Paulista.
Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o modelo de atendimento foi iniciado no ano passado em projeto piloto e entra agora na terceira fase de implantação. A previsão é que até a primeira quinzena de abril mais 35 unidades prisionais SAP tenham o atendimento médico remoto disponibilizado aos detentos. Ao final de mais essa etapa de implantação serão 71 presídios do Estado de São Paulo participantes.
O TeleSAP é uma parceria da SAP, por meio da Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário (CSSP), com a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Alcance
No que tange aos presídios subordinados à Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste), o projeto piloto teve início no ano passado, quando foi implantado na Penitenciária “Tacyan Menezes de Lucena” de Martinópolis e Penitenciária “Luis Aparecido Fernandes” de Lavínia II, estendendo-se, posteriormente, ao Centro de Detenção Provisória "Marcos Amilton Raysaro", de Icém, e Penitenciária de Florínea.
Neste ano, o TeleSAP chegou nas seguintes unidades da região de Presidente Prudente: Centro de Detenção Provisória de Pacaembu I e II, Penitenciária “Ozias Lúcio dos Santos” de Pacaembu e Centro de Progressão Penitenciária de Pacaembu. Também às penitenciárias “Vanderlei Tartari Monteiro” de Tupi Paulista, “Adriano Aparecido de Pieri” de Dracena, Flórida Paulista, Caiuá e Marabá Paulista, além do Centro de Ressocialização “Asp. Gláucio Reinaldo Mendes Pereira” de Presidente Prudente. Até 10 de abril também terá início nas penitenciárias “Anízio Aparecido de Oliveira” de Andradina e de Irapuru.
Além destas unidades prisionais, na região de São José do Rio Preto, o teleatendimento também foi disponibilizado ao Centro de Detenção Provisória de Riolândia e às penitenciárias de Valparaíso e “Nestor Canoa” de Mirandópolis I.
Consultas
Em 2022, segundo a SAP, foram realizadas 723 teleinterconsultas disponibilizadas em 10 especialidades: cardiologia, endocrinologia, gastroclínica, hematologia, infectologia, nefrologia, neurocirurgia, neurologia, psiquiatria e ortopedia. A CSSP realiza monitoramento contínuo do projeto a fim de que possa ser aprimorado e ampliado de acordo com as demandas do sistema prisional. “O Projeto TeleSap se revela como ferramenta promissora de acesso e ampliação de atendimentos médicos e promoção da saúde da população prisional”, destaca a diretora do Grupo de Planejamento e Gestão de Atenção à Saúde da População Prisional (GPGASPP), Simone Pacheco Gomide da Silva.
Para uma boa utilização da plataforma usada nos agendamentos e consultas, a Secretaria de Estado da Saúde capacitou, com treinamento, gestores dos Centros Regionais de Atenção à Saúde da População Prisional (CRASPPs) e os gestores de saúde das unidades prisionais e médicos.
Telemedicina: a inovação que ganhou força na pandemia
A telemedicina é uma modalidade de serviço que amplia a oferta de atendimento na área da saúde de forma geral, visando estabelecer o contato simultâneo entre pacientes e profissionais da área médica que estão em locais distintos. Com essa tecnologia, é possível realizar consultas, otimizando o tempo e reduzindo custos operacionais.