Saúde

Araçatuba investiga primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol

Jovem foi atendida em estado grave e sofreu parada cardiorrespiratória.

Por: Da Redação atualizado: 4 de outubro de 2025 | 21h00
(Imagem ilustrativa: Roman Skrypnyk/Unsplash). (Imagem ilustrativa: Roman Skrypnyk/Unsplash).

Órgãos de saúde investigam um possível caso de intoxicação por metanol em uma jovem de 18 anos em Araçatuba.  A paciente deu entrada no pronto-socorro da Santa Casa na manhã de quinta-feira (2) em parada cardiorrespiratória, que foi revertida. Ela foi levada ao hospital pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), após passar mal em casa.

Após estabilização, a jovem apresentou sintomas típicos de intoxicação por metanol, como convulsões e episódios diarreicos. Exames laboratoriais apontaram alterações sugestivas de contaminação, e novas análises foram solicitadas para definir o teor de substâncias químicas no organismo.

Nesta sexta-feira (3), segundo boletim clínico divulgado pelo hospital, a jovem foi submetida a procedimento de hemodiálise, que acelera a eliminação de químicos no organismo.

O hospital notificou as Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica do município e enviou amostras para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que deve confirmar ou descartar a suspeita.

Segundo relato de uma pessoa próxima, na véspera de ser hospitalizada – quarta-feira – a jovem havia ingerido bebida alcoólica destilada em um ponto de venda da cidade.

Sintomas de intoxicação

O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte.  Conforme o Ministério da Saúde, os principais sinais e sintomas devido a intoxicação por metanol são dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea que podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Diante desses sintomas, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado. O profissional de saúde deve fazer a notificação imediata dos casos suspeitos.

SP disponibiliza mais duas mil ampolas de antídoto contra metanol

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está disponibilizando, a partir desta sexta-feira, 2 mil novas ampolas de álcool etílico absoluto para o tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. Além desse reforço, já havia 500 unidades em estoque nos serviços de referência do Estado, assegurando a manutenção de uma reserva adequada para atender necessidades assistenciais.

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A aquisição foi realizada pela Secretaria de Estado e destinada aos centros de referência estaduais: Hospital das Clínicas de Campinas, de Ribeirão Preto e de São Paulo. Conforme nota técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, compartilhada com os 645 municípios e equipamentos de saúde, para obtenção de ampolas de álcool etílico absoluto, os serviços de saúde devem entrar em contato com os centros de referência com cópia da ficha de notificação do caso relacionado ao consumo de metanol.

Além do antídoto, a rede estadual reforçou a estrutura laboratorial para confirmar a presença da substância no organismo. O novo protocolo do Estado prevê que as amostras de sangue ou urina coletadas em casos suspeitos sejam analisadas em até uma hora pelo Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto, por meio de cromatografia gasosa, método considerado padrão ouro para detecção de metanol. A coleta é feita nas unidades de saúde e o Instituto Adolfo Lutz coordena a logística de transporte das amostras até o laboratório.

Brasil tem 11 casos confirmados e 48 casos suspeitos

Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil havia registrado 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Outros 11 casos já haviam sido confirmados por meio de detecção laboratorial pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), segundo a Sala de Situação instalada pelo governo federal. 

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

Procon-SP cria canal para denúncias

O Procon-SP criou um atalho em seu site para receber denúncias sobre bebidas suspeitas de adulteração. Esta iniciativa integra o rol de ações do governo paulista na investigação dos casos de contaminação e morte já confirmados na capital e Região Metropolitana de São Paulo.

Os consumidores que identificarem situações de bebidas suspeitas de adulteração, seja na compra em mercados ou ao consumir no local, podem acessar o site www.procon.sp.gov.br e utilizar um atalho para formalizar uma denúncia. Importante destacar que o consumidor poderá indicar que não quer ser identificado ao formalizar a suspeita.

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A outra frente de atuação do Procon-SP neste momento é reforçar informações sobre os cuidados para se prevenir contra produtos adulterados. Também é importante lembrar que não é possível identificar uma bebida adulterada com 100% de precisão sem uma análise laboratorial; mas, observar algumas características pode ajudar.

Orientações para os consumidores ao comprar bebidas

1) Procure estabelecimentos conhecidos ou dos quais tenha referência;

2) Desconfie de preços muito baixos – no mínimo podem indicar alguma falha como sonegação e adulteração, por exemplo;

3) Observe a apresentação das embalagens e o aspecto do produto: lacre ou tampa tortos ou “diferentes”, rótulo desalinhado ou desgastado, erros de ortografia ou logos com “variações”, ausência de informações como CNPJ, endereço do fabricante ou distribuidor, número do lote, e outra imperfeição perceptível.

4) Ao notar alguma diferença, não fazer testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas.

5) Fique atento a sintomas pós-consumo: visão turva, dor de cabeça intensa, náusea, tontura ou rebaixamento do nível de consciência, isso pode indicar intoxicação por metanol ou por bebida adulterada.

6) Busque atendimento médico imediato: se houver qualquer sintoma suspeito, o consumidor deve procurar urgência médica sem demora.

7) Comunique as autoridades competentes: Disque-Intoxicação (0800 722 6001, da Anvisa) para orientação clínica/tóxica; Vigilância Sanitária local (municipal ou estadual); Polícia (civil); Procon (órgão de defesa do consumidor); quando aplicável, outros órgãos relacionados (Ministério da Agricultura, etc.).

8) Exija sempre a nota fiscal ou comprovação de origem: documento precisa ter todas as informações de identificação do fornecedor e da compra, isso ajuda na rastreabilidade do produto e é uma garantia para o consumidor em eventual reclamação.

(Reprodução/Agência Brasil).

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