Adamantina tem um óbito confirmado por H1N1 e investiga novo caso suspeito
Mulher teve H1N1 como causa da morte, e morador de Lucélia está internado com suspeita da doença.
O óbito de uma moradora de Adamantina, ocorrido no mês passado, teve causa confirmada como sendo de Influenza A/H1N1. É o primeiro caso confirmado de morador da cidade, porém o óbito ocorreu em outra localidade, o que coube aos órgãos estaduais de saúde informar as autoridades locais de saúde sobre essa ocorrência.
A confirmação sobre a ocorrência deste caso positivo para H1N1 foi obtida na manhã desta segunda-feira (4) pelo SIGA MAIS. Em seguida, em nota divulgada pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Adamantina, foi revelado que a vítima tinha 57 anos e esteve internada em Presidente Prudente, onde morreu. Os materiais para exames na paciente foram coletados durante sua internação e os resultados conhecidos somente agora.
Um segundo caso, tido ainda como suspeito, é acompanhado pelas autoridades locais da área da saúde de Adamantina. Trata-se de um morador de Lucélia, que está hospitalizado na Santa Casa de Adamantina, onde recebe o tratamento, dentro do protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.
Esse caso suspeito foi oficialmente informado às autoridades locais de saúde na última quinta-feira (31). Foi colhido material do paciente, para exames laboratoriais, que podem confirmar ou descartar a suspeita.
Casos na região
Em Tupã, segundo o site Mais Tupã, em reportagem publicada na sexta-feira (1), são 19 casos suspeitos, 1 óbito confirmado e 3 óbitos suspeitos, provocados por H1N1 (veja aqui).
Em Dracena, de acordo com o Portal Regional, também há confirmação de 1 caso de H1N1, identificado por laboratório particular, e se refere a um morador de uma cidade próxima, não informada na reportagem (veja aqui).
Ainda em Dracena, de acordo com o G1, em reportagem publicada no dia 29 de março, há 3 casos suspeitos da doença, sendo dois envolvendo moradores de Dracena e um de Tupi Paulista (veja aqui).
38 mortes por H1N1 no Estado de São Paulo
Neste ano, até 22 de março, foram notificados em todo o Estado de São Paulo, segundo o site da Secretaria Estadual de Saúde (veja aqui), 324 casos e 42 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), atribuíveis ao vírus Influenza. Desse total, 260 casos e 38 óbitos foram relacionados ao vírus A (H1N1).
Sintomas e tratamento
A gripe - tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B - tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo.
É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa. De uma maneira geral, para situações que apresentem esses sintomas, a recomendação é que as pessoas procurem a unidade básica de saúde mais próxima.
O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde.
Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.
Campanha nacional de vacinação contra gripe acontece de 30 de abril a 20 de maio
O Ministério da Saúde começou a enviar na sexta-feira (1º) aos estados a vacina contra a gripe. A entrega das doses aos municípios, segundo a pasta, é de responsabilidade dos governos estaduais. A campanha nacional de vacinação está prevista para ocorrer de 30 de abril a 20 de maio, mas alguns estados optaram por antecipar o início da imunização em razão de surtos de influenza A (H1N1), conhecida como gripe A.
De acordo com o ministério, nas três primeiras remessas da vacina, a serem enviadas até o dia 15 de abril, os estados vão receber 25,6 milhões de doses, o que corresponde a 48% do total de lotes a serem encaminhados para toda a campanha deste ano. Do montante, 5,7 milhões serão entregues ao estado de São Paulo, onde já foram registradas cerca de 40 mortes atribuídas ao vírus H1N1.
