Polícia

Universitária acusada de cometer infanticídio deixa Santa Casa e é levada à cadeia

Nascimento da bebê aconteceu em Adamantina e Polícia local vai dirigir as investigações.

Por: Da Redação (Com informações do G1/Presidente Prudente). atualizado: 16 de junho de 2016 | 08h55
Universitária acusada de cometer infanticídio deixa Santa Casa e é levada à cadeia (Foto: facebook.com/jornalboletimdahora). Universitária acusada de cometer infanticídio deixa Santa Casa e é levada à cadeia (Foto: facebook.com/jornalboletimdahora).

No final da tarde de ontem (13), a universitária, moradora em Adamantina, acuada de cometer infanticídio em Dracena, deixou a Santa Casa daquela cidade, sob algemas, e foi conduzida à cadeia, e dele lá deve seguir para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde permanece à disposição da Justiça.
A mulher foi detida no domingo (12) em Dracena, depois de dar entrada na Santa Casa daquela cidade, ficando desde então com escolta policial. Ela procurou ajuda naquele hospital após o nascimento da bebê, que foi encontrada morta dentro de uma mala de viagem (veja mais aqui).
Ouvida pelo delegado de plantão da Polícia Civil, no domingo, a mulher confirmou que os fatos ocorreram em Adamantina. Ela disse que não teria praticado aborto, entrando em trabalho de parto, o que será apurado nos laudos, dentro da investigação instaurada, e que passa a ser conduzida pela Polícia Civil de Adamantina.
Segundo disse a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Dracena, Luciana Nunes Falcão Mendes, ao G1, depois da prisão em flagrante, a polícia conseguiu localizar a mulher que estava com a acusada, na casa em que a bebê nasceu, em Adamantina.
De acordo com explicações da delegada ao G1, “Ela disse que a acusada morava no local desde abril e informou que na quinta-feira [9] ela se trancou no quarto, dizendo que estava passando mal. Até que essa colega viu o banheiro sujo de sangue, mas ela disse que tinha passado mal por outros motivos", afirmou ao site de notícias.
Ainda segundo a delegada da DDM de Dracena – continua o G1 – tudo isso teria acontecido na sexta-feira (10), no período da manhã. No sábado (11), a acusada foi para Dracena já com o corpo da recém-nascida dentro da mala. "Era uma menina, com 37 a 38 semanas, e peso de 2,7 quilos. Segundo o laudo pericial da bebê, ela nasceu viva, mas morreu por asfixia mecânica", explicou Luciana ao G1.
A partir do que foi apurado até então, a Polícia Civil continua as investigações, e busca esclarecer as circunstâncias da asfixia, se foi provocada pelo confinamento na mala, ou se houve algum ato que obstruísse as vias aéreas da recém-nascida.
A delegada da DDM de Dracena disse ao G1 que a jovem estudou em Adamantina até o ano passado, teria trancado a faculdade e voltou para sua casa, em Ivinhema (MS). Porém, disse que retornou a Adamantina para terminar de tirar sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Segundo o G1, a família da acusada já foi comunicada sobre a prisão e a morte da bebê. "Como a menina nasceu viva, é necessário fazer o registro e o enterro, por conta da família", enfatizou a delegada ao G1.

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