Polícia

Polícias realizam reconstituição de homicídio no Jardim Primavera, em Adamantina

Crime ocorreu em janeiro deste ano. Três homens envolvidos no caso estão presos preventivamente.

Por: Da Redação atualizado: 21 de julho de 2025 | 09h43
Equipes iniciam reconstituicao do crime no Jardim Primavera (Foto: Siga Mais). Equipes iniciam reconstituicao do crime no Jardim Primavera (Foto: Siga Mais).

A Polícia Civil e a Polícia Científica realizam nesta sexta-feira (18), em Adamantina, a reconstituição do homicídio ocorrido no Jardim Primavera, em janeiro deste ano. As investigações apuram crimes de homicídio qualificado consumado e tentativa de homicídio. Três acusados de envolvimento nos crimes estão presos preventivamente e participam do procedimento, que tem como objetivo reconstituir, passo a passo, os momentos que antecederam o assassinato de um homem de 33 anos, ocorrido em uma área verde do bairro. A Polícia Penal também acompanha a ação.

A reconstituição teve início por volta das 10h, na Rua Carlos Ferrari, onde começa a dinâmica de reprodução dos fatos, com a participação de policiais civis, delegados da Polícia Civil, peritos da Polícia Científica e policiais penais, além das partes. Em seguida, os trabalhos devem seguir para outro ponto do bairro, junto à área verde onde o homicídio aconteceu. O procedimento é uma ferramenta importante para confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos e apurar com maior precisão a sequência dos acontecimentos.

(Imagem: Siga Mais).

Pouco depois das 11h a Polícia Civil de Adamantina divulgou nota sobre a reconstituição. “A fim de esclarecer a dinâmica dos acontecimentos, principalmente quanto à posição das vítimas e investigados nos locais dos fatos, além de confrontar os depoimentos já colhidos, foi determinada judicialmente a realização da reprodução simulada dos fatos. A diligência pericial ocorre nesta manhã envolvendo equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística de Adamantina”. 

Relembre

O homicídio ocorreu no dia 29 de janeiro. As duas primeiras prisões, realizadas em 30 de janeiro — um dia após o crime —, foram de dois irmãos, de 34 e 36 anos. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após pedido da Polícia Civil, por não terem sido localizados durante a fase inicial das investigações. Já fora do período de flagrante, ambos se apresentaram à Polícia Civil e foram presos.

(Imagem: Siga Mais).

O terceiro homem, também preso preventivamente, havia sido identificado no dia do crime e, naquele momento, foi qualificado como vítima, tendo sido ouvido e liberado. Na ocasião, apenas sua versão havia sido apresentada, já que os dois irmãos ainda não tinham sido encontrados. Com a prisão deles no dia seguinte, novas informações foram agregadas à investigação, ampliando a compreensão sobre as circunstâncias do homicídio.

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Conforme noticiado pelo Siga Mais em 7 de fevereiro, esse terceiro indivíduo estava em companhia do homem de 33 anos — e não 39, como divulgado inicialmente — assassinado no local. Ele estaria portando uma arma de fogo, que até então não havia sido localizada.

(Imagem: Siga Mais).

Segundo as investigações, os dois teriam ido até a residência dos irmãos no Jardim Primavera, em meio a uma desavença iniciada na noite anterior. Esse terceiro envolvido é suspeito de ter efetuado disparos de arma de fogo contra os irmãos. As versões apresentadas por ele e pelos irmãos divergem, e essas circunstâncias deverão ser melhor esclarecidas com a realização da reconstituição.

Reproduzir a dinâmica dos fatos

A reconstituição de crime é um instrumento técnico e investigativo fundamental na elucidação de homicídios. Por meio dela, é possível reproduzir com a dinâmica dos fatos, permitindo que investigadores, peritos e autoridades confrontem as diferentes versões apresentadas pelos envolvidos, identifiquem contradições e preencham lacunas que, por vezes, não ficam claras apenas com os depoimentos.

(Imagem: Siga Mais).

Ao remontar a cena do crime, passo a passo, com base nos depoimentos colhidos durante o inquérito, o procedimento pode verificar a compatibilidade entre o que foi declarado e o que de fato poderia ter acontecido, considerando o tempo, a distância, os posicionamentos e os movimentos de cada pessoa envolvida. Isso contribui diretamente para que a investigação ganhe mais robustez técnica e possa subsidiar o Ministério Público e o Poder Judiciário com elementos mais precisos. 

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Além disso, a reconstituição pode revelar novos indícios ou levar ao surgimento de provas complementares, muitas vezes cruciais para o esclarecimento do caso. Em crimes de homicídio, onde há perda de vidas e o impacto emocional e social é elevado, esse procedimento ajuda a reforçar a credibilidade da investigação e garante maior segurança jurídica ao processo penal.

Apesar de complexa e delicada, especialmente por envolver acusados, testemunhas e familiares das vítimas, a reconstituição é uma prática prevista em lei e considerada estratégica na busca pela verdade dos fatos, contribuindo para que crimes não fiquem impunes e para que a justiça seja feita com base em evidências sólidas.

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