Polícia investiga aplicação de tatuagens sem autorização dos pais em adolescente de 15 anos
Inquérito vai investigar conduta do tatuador, que poderá responder por lesão corporal grave.
Após denúncia de uma mãe junto à Delegacia da Polícia Civil de Junqueirópolis, onde alegou que o filho adolescente de 15 anos teria chegado em casa com várias tatuagens pelo corpo – que teriam sido feitas no menor sem autorização dos pais – foi instaurado um inquérito policial para investigar a conduta do tatuador, de 29 anos.
O inquérito policial visa a apurar um eventual crime de lesão corporal grave por resultar em deformidade permanente no adolescente. A pena prevista para o delito é de dois a oito anos de reclusão.
Ouvido pelo G1, o delegado Eliandro Renato dos Santos disse que a mãe foi à delegacia nervosa e inconformada com o fato, em razão das tatuagens permanentes, o que caracteriza lesão grave. “No curso do inquérito, as investigações vão apurar a responsabilidade ou não do tatuador”, disse a autoridade da Polícia Civil. (Continua após a publicidade...)
Ainda de acordo com o delegado, foi requisitada a realização de exame de corpo delito no adolescente, junto ao Instituto Médico Legal (IML) de Dracena. Nas investigações deverão ser ouvidas a mãe do garoto, o adolescente e testemunhas, além do tatuador.
Outro ponto destacado pelo delegado ao G1 é a lei estadual 9.828/97, que proíbe a realização de tatuagens em menores de 18 anos mesmo com autorização dos pais ou responsáveis.
A legislação prevê inclusive o fechamento do estabelecimento em situações de descumprimento da legislação. Em razão disso o delegado revelou que deverá oficiar à Vigilância Sanitária Municipal, para eventuais medidas administrativas que o órgão julgar aplicáveis em relação ao caso.